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França/Governo

Plano para competitividade prevê cortes 30 bi de euros em encargos de empresas

Louis Gallois (dir) entrega relatório sobre competitividade para o primeiro-ministro francês, Jean-Marc Ayrault (esq).
Louis Gallois (dir) entrega relatório sobre competitividade para o primeiro-ministro francês, Jean-Marc Ayrault (esq). REUTERS/Philippe Wojazer

O governo francês recebe na manhã de hoje um relatório com propostas para aumentar a competitividade da França. O presidente francês, François Hollande, disse que seu governo vai avaliar cuidadosamente o documento e que fará  "tudo" para melhorar a situação do emprego no país.

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O relatório de Louis Gallois, ex-chefe do grupo aeroespacial EADS, defende um "choque de competitividade para a França”. Um esboço do relatório que já circula na imprensa, revela que, num prazo de dois a três anos, Gallois afirma que é necessário aliviar a carga tributária e os encargos sociais das empresas francesas em cerca de 30 bilhões de euros (R$ 78 bilhões). Para financiar esse corte, o governo francês deveria aumentar outros impostos e cortar ainda mais as despesas públicas.

A proposta, que é o pilar central do relatório, atende às reivindicações da classe empresarial francesa que teme ser sufocada por uma nova alta dos impostos, mas ainda não é um consenso dentro do próprio governo. O relatório será "estudado, analisado e respeitado", declarou Arnaud Montebourg, Ministro da Reforma Produtiva em uma entrevista nesta segunda-feira. "Temos que encontrar um consenso nacional para fazer com que o ato de produzir seja encorajado no nosso país e que a indústria sobreviva”, declarou o ministro.

O documento defende ainda uma série de medidas para aumentar as exportações, investir na inovação tecnológica, na pesquisa e na melhoria da qualidade dos produtos "Made in France". Um pacote de medidas para simplificar procedimentos administrativos para as empresas também é sugerida.

Olivier Duha, presidente da associação Croissance Plus, grupo que reúne empresários de companhias com alto crescimento, afirmou hoje que é preciso “agir com urgência” para restaurar a competitividade da França. Duha defende que o governo insista na redução do custo do trabalho. Nos call centers por exemplo, segmento que é cada vez mais terceirizado para países estrangeiros, o custo da produção por hora é de 28 euros (R$ 72,7) na França. Na Alemanha, ele é de 24 euros (R$ 62) e no Reino Unido, 21 euros (R$ 54,5).
 

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