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França/amianto

Ex dirigente do PS francês é indiciada em processo sobre mortes por amianto

A ex-primeira secretária do Partido Socialista francês (PS) Martine Aubry
A ex-primeira secretária do Partido Socialista francês (PS) Martine Aubry REUTERS/Jean-Philippe Arles

A ex-primeira secretária nacional do Partido Socialista e prefeita de Lille, Martine Aubry, foi indiciada nesta terça-feira pela Justiça francesa no processo que analisa os responsáveis pelo atraso na interdição do amianto no país, substância que pode provocar câncer de pulmão e provocou a morte de milhares de pessoas na França.

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A ex-dirigente do Partido Socialista, Martine Aubry, foi convocada para uma audiência nesta terça-feira à noite no Tribunal de Paris pela juíza Marie-Odile Bertella-Geffroy, no processo que visa apurar a responsabilidade das autoridades francesas envolvidas no chamado 'Caso do Amianto." De acordo com o Ministério da Saude , cerca de 35 mil pessoas morreram vitimas de intoxicação entre 1965 e 1995. Entre 1984 e 1987, a representante do PS foi diretora de relações do trabalho do governo, e era responsável pela edição da regulamentação de proteção aos trabalhadores expostos a esse tipo de risco.

Antes mesmo da audiência, os advogados de Aubry, Yves Baudelot, Marie-Laure Barré e Christian Charrière-Bournazel consideraram "revoltante que aqueles que dedicaram a maior parte da vida à proteção dos direitos de nossos cidadãos fossem indiciados, e não ouvidos como testemunha."

Em um comunicado, o primeiro secretário nacional do partido, Harlem Désir, também criticou a convocação da Justiça. ‘’Considero revoltante e incompreensível”, disse. Ele lembrou que, em dezembro de 2003, O Supremo Tribuna francês inocentou 13 ministros da Indústria e da Moradia no processo do amianto.

As associações de vitimas na França e o principal sindicato da magistratura pediu mais rapidez no julgamento dos responsáveis, depois de uma decisão da Justiça italiana condenando o ex-proprietário do grupo suíço Eternit, especializado em materiais de construção, a 16 anos de prisão. Ele foi considerado co-responsável pela morte de 2 mil pessoas. A Corte de Paris cancelou o processo de Joseph Cuvelier, diretor-geral e presidente da filial francesa da empresa entre 1972 e 1974.
 

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