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França/ Louvre

Assaltos no Louvre não espantam turistas brasileiros

Segurança foi reforçada na entrada do Louvre
Segurança foi reforçada na entrada do Louvre RFI/ M. Muniz

O Louvre ficou de portas fechadas nesta quarta-feira (10) devido à greve de 200 funcionários responsáveis pela segurança do local. A paralisação aconteceu como forma de protesto contra os frequentes furtos que acontecem dentro do museu. Os batedores de carteira, conhecidos aqui como "pickpockets", normalmente são menores de idade que atuam em bando e entram gratuitamente, já que jovens europeus de até 26 anos têm esse direito.

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Reaberto hoje com um reforço de 20 policiais, o Louvre estava movimentado como sempre: fila para entrar, grupos de turistas que vão e vêm. Fomos até a casa da Mona Lisa e da Vênus de Milo para conversarmos com os brasileiros sobre a greve que gerou grande repercussão na França.

A famíilia da nutricionista Augusta Bengardi é de Salvador, na Bahia, e teve que mudar os planos de última hora. Eles foram surpreendidos com a notícia de que não poderiam entrar no Louvre. "Atrapalhou toda a nossa programação, e a gente está aqui com os dias contados, acabamos perdendo muito tempo", disse. Em vez de passearem pelas galerias, Augusta, que está em Paris com o marido, o filho e a nora, foram visitar a basílica do Sacré-Coeur, em Montmartre, e esticaram a visita até o castelo de Versalhes. A onda de furtos no museu não foi surpresa para eles.

A mineira Lenir Oliveira estava saindo de um tour pelo Louvre com um grupo de amigos. Desde o Brasil ela já havia sido avisada sobre a violência contra os turistas em Paris. "Ficamos sabendo de pessoas que tiveram todos os documentos e dinheiro roubados, por isso estamos atentos", contou.

O casal Roberta Genovesi e Daniel Armando, de Bauru, no interior de São Paulo, sonhava em conhecer o Louvre. Eles não sabiam que o museu ficou fechado durante toda a quarta-feira. Para eles, a violência em pontos turísticas já virou lugar-comum. "A gente está vindo da Itália e da Suíça, onde também fomos avisados que deveríamos tomar cuidado com esses batedores de carteira".

Em dezembro de 2012, a direção do Louvre deu queixa na procuradoria da república contra os roubos e pediu um reforço policial para lutar contra a ação crescente dos batedores de carteira. O museu recebe por ano cerca de 10 milhões de visitantes.

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