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Jornalistas da RFI assassinados

Dois jornalistas da RFI foram sequestrados e mortos no Mali

Claude Verlon e Ghislaine Dupont em Kidal no Mali, no mês de julho de 2013.
Claude Verlon e Ghislaine Dupont em Kidal no Mali, no mês de julho de 2013. RFI

A RFI está de luto. O ministério das Relações Exteriores francês confirmou na noite deste sábado, 2 de novembro de 2013, a morte dos dois enviados especiais da RFI ao norte do Mali. Ghislaine Dupont e Claude Verlon foram seqüestrados esta tarde por homens armados em Kidal.

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Os dois jornalistas da RFI foram sequestrados por volta das 13h, horário local, quando saíam da casa de Ambéry Ag Rissa, um representante do movimento Tuareg MNLA (Movimento Nacional para a Libertação de Azawad) de Kidal, no norte do Mali. Ambéry Ag Rissa disse que ouviu barulhos suspeitos na rua, golpes contra o carro dos repórteres. Ele chegou a abrir a porta de casa, mas foi ameaçado com uma arma e obrigado a voltar para casa. No entanto, ele teve tempo de ver os seqüestradores embarcarem os dois jornalistas em um 4x4 bege. Foi a última vez que eles foram vistos com vida.

O ministério das Relações Exteriores da França confirmou que os dois foram encontrados mortos no norte do Mali. O comunicado oficial diz que os serviços franceses trabalham em estreita colaboração com as autoridades do “Mali para esclarecer o mais rápido possível esse crime.” O texto apresentou as mais sinceras condolências aos familiares das vítimas.

Essa era a segunda missão de Claude Verlon et Gislaine Dupont na região. Eles já tinham sido enviados a Kidal em julho para fazer a cobertura do primeiro turno das eleições presidenciais no país africano.

Reações

As reações de tristeza e revolta contra a execução dos jornalistas são inúmeras. Varios políticos franceses denunciam esse crime bárbaro que ameaça os valores fundamentais, como a liberdade de imprensa.O presidente François Hollande manifestou sua indignação e anunciou uma reunião ministerial amanhã sobre o caso.

Tropas francesas ajudaram o exército malinês a combater grupos rebeldes que ocupavam o norte do país africano e ainda estão no Mali. François Hollande e o presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, afirmaram hoje após a morte dos dois jornalistas da RFI, a determinação deles em continuar e vencer a luta comum contra o terrorismo no país.

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