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França/Escândalo

Trierweiler, companheira de Hollande, ficará hospitalizada por tempo indeterminado

Valérie Trierweiler foi hospitalizada após a revelação da suposta traição de François Hollande.
Valérie Trierweiler foi hospitalizada após a revelação da suposta traição de François Hollande. REUTERS/Lionel Bonaventure/Pool/Files

A companheira do presidente François Hollande, Valérie Trierweiler, ficará hospitalizada por tempo indeterminado, informou nesta segunda-feira (13) seu assessor de imprensa. Trierweiler, que exerce oficialmente as funções de primeira-dama da França, foi internada na última sexta-feira depois que a revista Closer revelou que Hollande mantém, há vários meses, uma relação amorosa com a atriz de cinema Julie Gayet.

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Valérie Trierweiler tinha alta prevista nesta segunda-feira, mas segundo assessores do Palácio do Eliseu, "ela precisa de tranquilidade para se recuperar do choque que sofreu". O nome do hospital no qual a  primeira-dama está internada é mantido em sigilo. "Os médicos consideram que ela deve ficar hospitalizada por mais tempo", informaram funcionários do gabinete da primeira-dama. Não há nova data de alta prevista.

A classe política francesa está preocupada com a repercussão da crise conjugal do chefe de Estado nas ações do governo. O presidente François Hollande dará uma entrevista coletiva nesta terça-feira, cujo principal objetivo é detalhar o "pacto de responsabilidade" e de simplificação administrativa que o governo socialista quer adotar neste ano para combater a morosidade na economia.

No entanto, a revelação de que Hollande e Trierweiler enfrentam uma crise grave desviou toda a atenção da mídia. A legitimidade da manutenção de Trierweiler no cargo de primeira-dama é questionada pela imprensa.

Oposição critica Hollande

O presidente do maior partido de oposição UMP, Jean-François Copé, declarou ontem que o caso é "desastroso para a imagem da função presidencial". Hoje, o líder de extrema-esquerda Jean-Luc Mélenchon, da Frente da Esquerda, disse que, com Hollande no poder, "o faz de conta" é permanente.

Tradicionalmente, os franceses não costumam se interessar pela vida pessoal dos políticos, evocando o "respeito à vida privada". Na sexta-feira, Hollande não desmentiu o caso com a atriz, mas lamentou "profundamente a violação da vida privada".

Quanto a saber se as escapadas de Hollande têm um impacto sobre a vida pública, Mélenchon disse que "a segurança do presidente da República diz respeito a todos os franceses".

A revista Closer mostrou que Hollande se encontra com Julie Gayet num apartamento alugado por amigos da atriz, perto do Palácio do Eliseu. Em suas idas e vindas, Hollande usa um aparato de segurança mínimo: apenas um guarda-costas inspeciona a entrada do prédio, poucos minutos antes de o presidente chegar. Hollande é sempre transportado por um motoqueiro e vai na garupa, disfarçado pelo capacete.

 

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