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Franceses têm dia de "pesadelo" com greves de trens e táxis

Nina NOEL

As greves dos trabalhadores do setor ferroviário francês e dos taxistas parisienses, nesta quarta-feira (11), dominam as manchetes. O diário Aujourd'hui en France fala em um dia de "pesadelo" para os usuários.  

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O diário popular explica que a paralisação iniciada ontem à noite pelos trabalhadores do setor ferroviário pode ser longa. Fazia quatro anos que a categoria não fazia greve por tempo indeterminado e com a disposição de enfrentar uma queda de braço dura com o governo.

Segundo Aujourd'hui en France, a maioria dos empregados das duas estatais do setor ferroviário, a SNCF e a RFF, está preocupada com um projeto de reforma do Executivo que prepara o setor à abertura total à concorrência. Os ferroviários também reclamam do plano de pagamento da dívida de 132 bilhões de reais da SNCF. De acordo com os sindicatos, a direção da empresa conta apenas com os esforços de produtividade dos trabalhadores, uma estratégia que pesa sobre a categoria.

Queixas antigas

Para piorar a situação do governo socialista, o Aujourd'hui en France lembra que taxistas e profissionais do setor do espetáculo também estão em greve nesta quarta-feira.

O diário católico La Croix analisa esses três movimentos e afirma que as razões de insatisfação são antigas. No caso do setor ferroviário, existe uma falta de coordenação entre a SNCF, responsável pelo serviço de trens, e a RFF, encarregada da infraestrutura da rede.

No caso dos táxis, escreve a Croix, as regras de abertura à concorrência não são claras e causam prejuízos aos taxistas. Já entre os profissionais da área de espetáculos, a categoria não aceita os cortes feitos pelo governo no seguro-desemprego desses trabalhadores, que têm um sistema de remuneração particular e generoso, com o objetivo de estimular a produção cultural francesa.
 

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