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Orgulho gay/Paris

Parada do Orgulho Gay reúne milhares sob chuva em Paris

"Uma família para todos é possível", diz cartaz carregado por participantes da Parada doOrgulho Gay em Paris, neste sábado (28).
"Uma família para todos é possível", diz cartaz carregado por participantes da Parada doOrgulho Gay em Paris, neste sábado (28). REUTERS/Jacky Naegelen

A chuva não foi obstáculo para que milhares participassem da Parada do Orgulho Gay de Paris neste sábado (28). A edição deste ano, que teve como tema “Nossas vidas, nossos corpos, nossas famílias: mais direitos para todos!” ganhou um tom mais de reivindicação do que de festa.

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“A chuva vai nos parar? Não!”, gritavam os participantes da marcha que começou às 14h na praça Edmond Rostand, no 5° distrito da capital, e se estendeu até a praça da República, no 11° distrito. Entre as bandeiras coloridas, fantasias e animação dos carros de som que embalavam os participantes, misturavam-se a mensagens que denotam a triste realidade e a falta de evolução da questão homossexual nas sociedades. “Em 11 países, a homossexualidade é crime com condenação à pena de morte”, "Nós existimos, nós exigimos nossos direitos”, diziam alguns dos cartazes.

De fato, a Parada do Orgulho Gay de Paris deste ano teve um tom menos festivo em relação ao ano passado, quando o governo francês legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo. “Em 2013, comemoramos muito, pude me casar em setembro. Este ano, temos a impressão que o governo está acomodado. Não gostaria que tenhamos mudanças apenas a cada 15 anos”, reclama Pascal, 50 anos.

Pascal se refere à falta de avanços do governo francês em relação aos direitos dos casais gays e suas famílias. Uma das principais reivindicações das organizações LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transsexuais) após a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo, era a legalização da reprodução assistida, conhecida na França como PMA. Outro assunto que vem causando muita revolta dos defensores dos direitos dos homossexuais é o recuo do governo sobre um evocado projeto para lutar contra os estereótipos sexuais na escola.

“Dependendo de cada um, há um sentimento de raiva ou decepção”, exprime Sylvie, 40 anos, que foi à marcha acompanha de sua esposa e o filho de um ano e meio do casal.

Muitos participantes exigiram igualdade de direitos. “Queremos uma nova lei para assegurar nossas famílias”, protestou a porta-voz da organização Inter-LGBT encarregada das questões de família, Marjorie Monni. “É necessário que, como acontece com os heterossexuais, possamos registrar nossas crianças na prefeitura, legalizar a PMA a todas as mulheres, termos mais abertura em matéria de filiação fora do casamento”, completou.

Luta contra homofobia

A luta contra homofobia também continua em pauta, especialmente depois que a aprovação do casamento entre casais do mesmo sexo na gerou uma forte onda de violências contra os homossexuais.

A cantora britânica Tara McDonald, madrinha do evento, se disse “chocada” com este tipo de violência. “Isso nos mostra que ainda temos muito trabalho a fazer. É preciso que as mentalidades evoluam através da educação das pessoas”, ressaltou.

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