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França/Terrorismo

França tem manifestações após assassinato de refém por jihadistas

O francês Hervé Gourdel, decapitado por terroristas na Argélia.
O francês Hervé Gourdel, decapitado por terroristas na Argélia. REUTERS/Patrice Massante

Uma onda de comoção e profunda indignação tomou conta da França após o assassinato do refém Hervé Gourdel, morto pelo movimento argelino "Soldados do Califado", filiado ao grupo Estado Islâmico. Um vídeo postado quarta-feira (24) na internet mostrou a decapitação do francês. Vigílias e manifestações de repúdio de entidades muçulmanas estão programadas em várias cidades do país.

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Em sinal de luto pela morte brutal de Hervé Gourdel, as bandeiras ficarão a meio mastro até domingo nas cidades francesas. Os mil habitantes de Saint-Martin Vésubie, nos Alpes Marítimos, onde o guia turístico e fotógrafo tinha sua agência de montanhismo, estão revoltados. O prefeito da cidade, Henri Giuge, disse que a morte de Gourdel é injusta.

O guia, de 55 anos, era um homem apreciado, um admirador da natureza que compartilhava sua paixão pela montanha com generosidade, segundo familiares e amigos. A mulher de Gourdel, Françoise, os dois filhos do casal, Erwann e Anouk, os pais octagenários, amigos e parentes estão inconsoláveis.

 Leia mais:
-> Quem é o grupo Soldados do Califado
-> A reação da imprensa francesa

A imagem de Gourdel, colocada na fachada da prefeitura logo nas primeiras horas do sequestro, amanheceu hoje coberta por uma faixa preta em sinal de luto. Às 18h, no horário local, os moradores e o prefeito farão uma caminhada até o escritório do guia, onde depositarão uma coroa de flores.

Outras vigílias convocadas pelas redes sociais estão programadas hoje, amanhã e sábado em Paris, Nice, Lyon, Lille, Cannes e Montpellier.

Em Paris, o presidente do Conselho Francês do Culto Muçulmano, Dalil Boubaker, convocou uma manifestação de fiéis amanhã, dia tradicional de orações para os seguidores do islamismo, para denunciar os atos terroristas cometidos em nome da religião.

Condenação da classe política

A decapitação de Gourdel une a classe política francesa. Esquerda e direita condenam o que qualificam de "crime execrável" e afirmam que a França não vai ceder à intimidação terrorista. Somente a extrema-esquerda e a extrema-direita criticam a intervenção militar francesa contra os ultrarradicais do grupo Estado Islâmico no Iraque, fato que motivou o sequestro de Gourdel.

O anúncio da execução do francês, na tarde de quarta-feira, provocou uma onda de apoio internacional na sede da ONU em Nova York. O presidente americano, Barack Obama, encorajou os franceses.

"O mundo ficou horrorizado com um novo assassinato brutal, o de Hervé Gourdel, vítima de terroristas na Argélia. Presidente Hollande, nós estamos ao seu lado e do povo francês, não só nesse momento em que vocês estão de luto por essa terrível perda, mas também porque vocês demonstram determinação contra o terrorismo e pela defesa da liberdade", disse Obama na tribuna do Conselho de Segurança.

O presidente François Hollande reafirmou a determinação de seu governo de combater o terrorismo. Na ONU, Hollande disse que Gourdel morreu "porque era francês, porque seu país combate o terrorismo". "Ele morreu porque representa um povo impregnado de liberdade e que defende a dignidade humana contra a barbárie", acrescentou o líder socialista.

O governo da Argélia continua mobilizado para encontrar os assassinos do guia francês. A imprensa e a população argelina estão chocadas com a brutalidade do grupo jihadista.

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