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França/Cultura

Prestes a ser inaugurada, Filarmônica de Paris custou três vezes o previsto

Obra da Filarmônica de Paris em setembro de 2014.
Obra da Filarmônica de Paris em setembro de 2014. Philharmonie de Paris – Nicolas Borel

Linda e cara. Assim está sendo chamada a nova sala de concerto que será inaugurada na capital francesa no dia 14 de janeiro de 2015. A construção da Phillarmonie de Paris foi lançada em 2006 com previsão de custar € 120 milhões. O valor final deve chegar a € 381 milhões.

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Sob acusação de ser uma obra “faraônica” em tempos de crise econômica, a sala está localizada no 19º distrito, no limite nordeste da cidade, dentro da Cité de la Musique. A sala será a casa principal de diversas orquestras francesas: a Orquestra de Paris, o Conjunto Intercontemporâneo, a Orquestra de Câmara de Paris, a Orquestra Nacional de Ile-de-France e o conjunto de música barroca Les Arts Florissants.

Com capacidade para 2.400 espectadores e 20 mil metros quadrados de superfície, a sala tem projeto arquitetônico de Jean Nouvel e prevê ainda um terraço com capacidade para 700 pessoas com vista sobre toda a cidade. O destaque original da arquitetura é a fachada, “estampada” com 340 mil pássaros de ferro.

Mal planejado

Se a obra é um espetáculo que finalmente dá a Paris uma sala de música digna das grandes capitais europeias, o mesmo não se pode dizer do planejamento. A própria ministra da Cultura, Fleur Pellerin, reconheceu os problemas. “Este projeto foi mal calibrado desde o início. O seu custo foi amplamente subestimado”, declarou a ministra ao jornal Aujourd’hui en France.

O atual governo acabou concordando em pagar a última parcela da construção, de € 45 milhões. Ao final, os custos foram divididos entre o governo federal (€ 203 milhões), região (€ 20 milhões) e o município (€ 158 milhões). Em termos de comparação, o Bridgewater Hall, de Manchester, e o Symphony Hall, de Birminghan, ambos com a mesma capacidade da sala francesa, custaram € 100 milhões cada um. O Parco della Musica, de Roma, custou € 150 milhões e o Palais de la Culture, de Lucerna, € 190 milhões. O único a superar o teatro de Paris é a Filarmônica de Hamburgo, cujo valor atingiu incríveis € 789 milhões.

Motivo do preço

A justificativa dos construtores para o preço final é justamente a subestimação inicial do valor total da obra, o que seria um problema crônico da burocracia francesa. Como o valor previsto inicialmente era baixo, a cada vez que se chegava ao limite de gasto, era preciso parar a obra para análise.

Neste ritmo, a construção chegou a ficar parada um ano inteiro. O custo das paralisações é o que teria aumentado o preço final em até um terço do que poderia ter custado.

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