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França/Antissemitismo

Moradores da periferia de Paris protestam contra antissemitismo

O ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, prometeu um combate firme contra o antissemitismo.
O ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, prometeu um combate firme contra o antissemitismo. ©Reuters.

Um grupo de quase 2 mil pessoas protestou neste domingo (7) em Créteil, nos arredores de Paris, contra o antissemitismo. A manifestação contou com a presença do ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve que condenou a agressão violenta contra um casal de judeus moradores da cidade.

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O protesto deste domingo foi uma reação a um crime cometido contra um casal de judeus na cidade há apenas alguns dias. Na segunda-feira passada (1), o casal foi sequestrado. A mulher foi estuprada e o apartamento saqueado por três bandidos. Segundo a polícia, os agressores decidiram assaltar o casal por acreditar que “judeus sempre têm muito dinheiro”.

A CNCDH, uma autoridade independente para tratar de assuntos relativos a direitos humanos, constatou uma “queda da tolerância” em 2013 em relação aos judeus. O órgão também encontra a persistência de vários clichês ligados à comunidade judaica, como o de associá-la a pessoas ricas.

Luta contra o antissemitismo tem que ser nacional

A agressão provocou uma grande comoção na França, sobretudo na comunidade judaica. O presidente François Hollande e o primeiro-ministro, Manuel Valls, pediram uma grande mobilização contra o antissemitismo.

O ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, declarou: “Por trás desse crime, existe não apenas um ato covarde e antissemita. Por trás desse crime, existe um mal que corrói a República e que temos que combater a qualquer custo”, disse Cazeneuve. “Temos que fazer da luta contra o racismo e o antissemitismo uma causa nacional”, afirmou o ministro do Interior que reconheceu que os atos contra judeus cresceram 100% no acumulado de 10 meses deste ano.

“Os judeus abandonarão a França”

O empenho das autoridades francesas é uma resposta às declarações de Roger Cukierman, presidente do Coselho das Intituições Judaicas da França. “Se o Estado não transformar essa causa nacional em uma obrigação, os judeus abandonarão a França em massa e a França vai cair nas mãos ou da charia ou da Frente Nacional”, sentenciou.

Atualmente a França tem entre 500 mil e 600 mil judeus que formam a primeira comunidade judaica na Europa e a terceira no mundo, atrás de Israel e dos Estados Unidos. Mas neste ano, pela primeira vez, a França se tornou o país com o maior fluxo de imigrantes para Israel.
 

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