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França/atentado

Enterrados em Paris Wolinski e Tignous, cartunistas do Charlie Hebdo

Os franceses correram novamente às bancas nesta quinta-feira para comprar o Charlie Hebdo
Os franceses correram novamente às bancas nesta quinta-feira para comprar o Charlie Hebdo REUTERS/Eric Gaillard

A emoção provocada pelos atentados terroristas em Paris ainda é palpável em toda a França. Mais de uma semana depois do atentado contra o jornal Charlie Hebdo, que deixou 12 mortos, cinco vítimas do massacre serão enterradas nesta quinta-feira (15) na França. A última edição do jornal, que ganhou uma nova tiragem hoje de um milhão de exemplares, também desapareceu rapidamente das bancas.

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Entre as vítimas que serão enterradas hoje, estão os desenhistas Wolinski e Tignous, a psiquiatra Elza Hayat, que assinava a coluna Divã, o economista Bernard Maris, chargista, cronista de rádio e sócio do jornal, além de Franck Brinsolaro, o policial que fazia a segurança de Charb, o diretor de redação de Charlie Hebdo.

Wolinski, pai do célébre personagem "o rei dos idiotas", inspirou chargistas em todo o mundo. Seu estilo pessimista suavizado pelo traço sensual influenciou cartunistas brasileiros como Ziraldo, Jaguar, Nani, Henfil, Fortuna e Adão. Seu corpo será incinerado no cemitério Père Lachaise em Paris e à tarde ele será enterrrado no cemitério de Montparnasse.

Tignous, bem mais jovem, era admirado pelo humor corrosivo. Ele recebe uma homenagem nesta manhã na subprefeitura de Montreuil, subúrbio de Paris, e depois será levado para o cemitério Père Lachaise.

Duas vítimas do atentado enterradas nesta quarta

Ontem, outras duas vítimas foram enterradas apenas na presença de familiares e amigos: o desenhista Cabu e Michel Renaud, o homem que estava no lugar errado, na hora errada. Produtor cultural, ele fazia uma visita ao jornal no momento do ataque. Mais três membros da redação de Charlie Hebdo serão enterrados nesta sexta-feira: o editor-chefe Charb, o desenhista Honoré e Mustapha Ourrad, corretor do jornal.

Tiragem do jornal bate novo recorde

Pelo segundo dia consecutivo, a tiragem do Charlie Hebdo terminou minutos depois de chegar às bancas de Paris e outras grandes cidades francesas. Mais de 1 milhão de exemplares foram distribuídos nesta quinta-feira. Essa procura excepcional é interpretada como uma nova manifestaçao de apoio dos franceses à liberdade de expressão representada pelo jornal satírico.

A chamada de "edição dos sobreviventes" terá uma tiragem total de 5 milhões de exemplares. Nesta quarta-feira já foram vendidos um milhão de jornais.Os três milhões restantes serão distribuídos até o dia 19 de janeiro.
 

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