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Charlie Hebdo/França

Segunda edição de Charlie Hebdo após atentados chega às bancas nesta quarta-feira

capa de sua segunda edição após os atentados, que chega às bancas nesta quarta-feira (25).
capa de sua segunda edição após os atentados, que chega às bancas nesta quarta-feira (25). DR

O novo Charlie Hedbo, o segundo após os atentados contra o jornal no início de janeiro, só chega às bancas nesta quarta-feira (25), mas sua capa já foi revelada. “C’est reparti” ou "Lá vamos nós outra vez" é a manchete da publicação cuja redação trabalha na sede do jornal Libération, em Paris, desde os ataques do dia 7 de janeiro.

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Desta vez, nada de Maomé. O jornal volta às bancas seis semanas após a histórica edição dos “sobreviventes”, impressa a oito milhões de exemplares sete dias depois dos ataques. O novo número deve provocar menos polêmica do que a capa que mostrava o profeta Maomé chorando e dizendo que perdoava tudo.

Na primeira página do novo Charlie Hebdo, o desenho do célebre cartunista Luz mostra um cachorro, correndo com um exemplar do semanário entre os dentes e sendo perseguido por um grupo de cães raivosos. Os personagens enfurecidos são representados pela líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, pelo ex-presidente Nicolas Sarkozy, pelo papa Francisco, além de um terrorista e de um banqueiro.

Na obra de Luz também aparece um microfone da rede de televisão francesa BFM TV, muito criticada por seu sensacionalismo na cobertura dos atentados em janeiro. Durante a invasão de Amedy Coulibaly ao supermercado judaico Hyper Cacher, no dia 9 de janeiro, o canal divulgou, ao vivo, que um grupo estava escondido do terrorista no freezer do estabelecimento.

Luz explicou ter ficado feliz com seu trabalho, que mostra "animais irresponsáveis e submissos, como todos que perseguem o jornal". A edição também conta com a participação de dois novos cartunistas, Dilem e Pétillon.

2,5 milhões de exemplares

No total, o jornal que chega amanhã às bancas foi impresso a 2,5 milhões de exemplares. O número é bem menor do que a edição anterior, mas muito superior aos 50 mil exemplares vendidos semanalmente pelo jornal satírico antes dos ataques que quase dizimaram a redação.

O atentado realizado pelos irmãos Chérif e Said Kouachi contra a redação do Charlie Hebdo, no dia 7 de janeiro, deixou 12 mortos.

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