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França/Terrorismo

França decide ampliar espionagem de suspeitos de terrorismo

Projeto de lei de luta anti terrorista deve ser apresentado no conselho de ministros francês.
Projeto de lei de luta anti terrorista deve ser apresentado no conselho de ministros francês. REUTERS/Gonzalo Fuentes

O governo francês decidiu adotar medidas excepcionais de combate ao terrorismo: vai aumentar os poderes dos serviços de inteligência, a fim de impedir falhas como as que resultaram nos atentados de janeiro, que deixaram 17 mortos em Paris. O pacote de medidas será apresentado na quinta-feira, em reunião do Conselho de Ministros, mas vazou para a imprensa.

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Com uma simples autorização administrativa, o serviço secreto francês poderá instalar grampos em telefones de suspeitos, câmeras e geolocalizadores em carros, nos computadores, nas casas e locais frequentados pela pessoa. Agentes da polícia poderão espionar em tempo real o que o suspeito está fazendo com seu computador, ou seja, se ele está pesquisando sites jihadistas ou recrutando jovens pelo Skype ou fóruns na internet.

A ideia é manter o suspeito sob escuta permanente, assim como seus amigos e familiares. O monitoramento será indetectável pelo uso simultâneo de várias tecnologias de escuta, entre elas o IMSI – Catcher, uma espécie de "aspirador" de comunicações.

Falhas inspiram novas medidas

O objetivo do governo francês é evitar falhas de monitoramento como as descobertas após os atentados contra a redação do jornal satírico Charlie Hebdo e um supermercado judaico de Paris. Os autores dos massacres que deixaram 17 mortos, os irmãos Kouachi e Ahmedy Coulibaly, passaram longe dos radares dos serviços de inteligência.

Os irmãos Kouachi, por exemplo, foram endoutrinados por um pregador radical islâmico que era fichado na polícia. Eles frequentaram campos de treinamento da Al Qaeda no Iêmen sem que os serviços de inteligência franceses se dessem conta do que planejavam.

A palavra de ordem no governo é detectar melhor os riscos, para evitar novos ataques. Um projeto de lei com as medidas será encaminhado para votação do Parlamento nos próximos dias. Para evitar abusos, um órgão de controle será criado para supervisionar essas práticas.

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