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França/Moda

Governo francês apoia proposta de proibir modelos muito magras nos desfiles

Projeto de lei quer proibir o acesso de modelos extremamente magras nos desfiles de moda.
Projeto de lei quer proibir o acesso de modelos extremamente magras nos desfiles de moda. Reuters/ Caetano Barreira

O governo socialista da França decidiu apoiar um projeto de lei visando proibir a participação de modelos extremamente magras nos desfiles de moda. As agências de modelos receberam mal a ideia, mas o objetivo é punir a "apologia da anorexia".

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As medidas foram apresentadas pelo deputado socialista Olivier Veran em duas emendas à Lei da Saúde, que tramitará no Parlamento a partir de 31 de março. Ontem, a ministra da Saúde, Marisol Touraine, disse que apoiará a iniciativa.

A primeira emenda proposta pelo deputado quer proibir que as agências contratem modelos diagnosticadas em estado de desnutrição. Com esse objetivo, Veran defende uma modificação no Código do Trabalho para obrigar as agências a apresentar um atestado médico que estabeleça que o Índice de Massa Corporal (IMC) de cada modelo seja superior a um determinado valor. O descumprimento da medida será passível de uma pena de seis anos de prisão e de uma multa de € 75 mil (R$ 261 mil).

Concorrência bloqueia avanços

O Sindicato Nacional de Agências de Modelos (Synam) da França, que reúne 40 empresas, lamentou que essa proposta leve em conta apenas a situação francesa. As agências francesas "estão em concorrência permanente com suas colegas europeias; portanto, é indispensável um enfoque europeu", declarou o Synam. Já o ex-diretor da agência Elite na Europa, Gerald Marie, aderiu à proposta.

A segunda emenda estabelece um "crime de valorização da magreza excessiva" e quer proibir os sites que fazem "apologia da anorexia".

90% das vítimas de anorexia são adolescentes

Alguns países, como Espanha, Itália, Bélgica, Chile e Israel, já votaram leis ou decretaram regulamentações sobre o assunto.

Olivier Veran estima que na França existam "entre 30 mil e 40 mil pessoas" que sofrem de anorexia mental. Em 90% dos casos são adolescentes. Para o deputado, "o impacto social da imagem transmitida pela moda, segundo a qual as mulheres devem ser magras a um nível patológico para ser bonitas e poder desfilar, é muito forte".

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