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França/Copiloto

Saiba o que vizinhos e amigos dizem sobre o copiloto alemão Andreas Lubitz

O procurador de Marselha, Brice Robin (à direita), e Gilles Soulier (à esquerda), chefe de polícia.
O procurador de Marselha, Brice Robin (à direita), e Gilles Soulier (à esquerda), chefe de polícia. REUTERS/Pascal Parrot

O copiloto Andreas Lubitz, de 28 anos, suspeito pela justiça francesa de ter provocado intencionalmente a queda do Airbus da Germanwings, na terça-feira (24), nos Alpes, é descrito por vizinhos e colegas como "um homem esportivo, muito competente e apaixonado pela aviação".

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Lubitz era originário de Montabaur, cidade no oeste da Alemanha. Ele ainda morava uma parte do tempo na casa dos pais e mantinha um apartamento em Dusseldorf. O copiloto foi contratado pela Germanwings em setembro de 2013 e tinha 630 horas de voo.

Os vizinhos contam que Lubitz gostava de correr com o irmão mais novo e a namorada, tendo inclusive participado de várias competições oficiais em que terminou entre os primeiros classificados.

Klaus Radke, de 66 anos, presidente de um aeroclube frequentado pelo copiloto, disse que ele era um jovem "normal", "de bem com a vida" e "muito competente".

Outro morador de Montabaur, Johannes Rossbach, de 23 anos, declarou estar chocado com as revelações da justiça francesa. "Eu o encontrava raramente, mas ele era sempre educado e agradável", afirmou. Rossbach desconhece se Lubitz estava em depressão ou doente. "Mas eu nunca ouvi falar que ele ou a família tivessem problemas graves", acrescentou.

Copiloto interrompeu formação por três meses

O presidente da Lufthansa, Carsten Spohr, proprietária da Germanwings, declarou que ficou "atordoado" com as gravações da caixa-preta. Ele garantiu que a companhia aérea seleciona e treina os seus pilotos com extremo rigor e que eles passam por um extenso exame psicológico. "O copiloto Andreas Lubitz, que deliberadamente destruiu o avião, passou por todos esses procedimentos. O que aconteceu foi algo inimaginável para nós, uma tragédia, um fato isolado", afirmou Spohr.

O presidente da empresa revelou ainda que, há seis anos, Lubitz interrompeu a sua formação de piloto para retomá-la meses depois, mas não soube precisar os motivos. "Isso é algo absolutamente normal. No momento em que a pessoa volta, ela passa por todos os testes novamente", disse, acrescentando que a companhia realiza periodicamente testes psicológicos com os pilotos.

Buscas na casa dos pais

Segundo o procurador de Marselha, Brice Robin, nenhum indício permite afirmar que Lubitz cometeu "uma ação terrorista". O jovem copiloto não estava, por sinal, em nenhuma lista de pessoas suspeitas de ligação com o terrorismo. A justiça francesa, que abriu uma investigação por "homicídios involuntários", avalia uma requalificação do caso. As investigações prosseguem para apurar se houve suicídio ou atentado suicida. A hipótese de um mal-estar foi excluída.

No final da tarde desta quinta-feira, a polícia alemã realizou buscas na casa dos pais do copiloto. O casal chegou à França hoje de manhã para visitar o local da tragédia junto com familiares das vítimas do acidente.

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