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Terrorismo/Refém

Hollande ficou "surpreso" com libertação de refém holandês no Mali

O holandês Sjaak Rijke, em uma imagem de vídeo divulgada pelo grupo Aqmi em novembro de 2014.
O holandês Sjaak Rijke, em uma imagem de vídeo divulgada pelo grupo Aqmi em novembro de 2014. AFP PHOTO/AL-JAZEERA/HO

O Exército francês libertou nesta segunda-feira (6) o refém Sjaak Rijke, de nacionalidade holandesa, que estava sequestrado pelo grupo Aqmi (Al Qaeda do Magreb Islâmico) desde novembro de 2011 no Mali. Dois jihadistas morreram e vários rebeldes foram detidos durante a operação militar francesa. O presidente François Hollande disse ter ficado "surpreso" com o resultado da ofensiva.

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Esta é a primeira vez que as forças especiais francesas libertam com sucesso um refém detido por extremistas islâmicos na região do Sahel, na África. O holandês foi libertado perto da cidade de Tessalit, no extremo norte do Mali. Ele tinha sido sequestrado no dia 25 de novembro de 2011 em Timbuktu, uma cidade com rico patrimônio histórico do Islã que foi parcialmente destruída pelos jihadistas. Segundo o Ministério da Defesa francês, Rijke passa bem.

O presidente François Hollande disse que a libertação do holandês "foi uma surpresa para as forças especiais", que não sabiam que o refém estava naquele local quando decidiram lançar a ofensiva contra os jihadistas. 

O ex-refém "está bem, dadas as circunstâncias", assegurou o ministro holandês das Relações Exteriores, Bert Koenders. O ministro declarou que esta é "uma tremenda notícia para Sjaak e sua família". Segundo o chefe da diplomacia da Holanda, o "período de incerteza e angústia acabou".

Mulher escapou do sequestro

Em novembro de 2014, Rijke apareceu debilitado em um vídeo divulgado pelo grupo Aqmi. Ele aparecia ao lado do francês Serge Lazarevic, que foi libertado pela França em dezembro do ano passado. No vídeo, Rijke pedia ao governo da Hollanda a abertura de negociações com os sequestradores para uma troca de prisioneiros.

O holandês foi raptado quando estava em um hotel de Timbuktu com sua mulher e mais três estrangeiros. A esposa dele conseguiu se esconder e um alemão, que estava no grupo, foi morto pelos rebeldes. Os outros dois estrangeiros sequestrados junto com Rijke continuam no cativeiro. Eles são os últimos dois reféns ocidentais que o braço africano da Al Qaeda detém na região do Sahel. 

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