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França/Terrorismo

Professora de ginástica pode ter sido morta por suspeito de terrorismo

Aurélie Châtelain durante evento na cidade de Caudry, no norte da França, em imagem de arquivo.
Aurélie Châtelain durante evento na cidade de Caudry, no norte da França, em imagem de arquivo. REUTERS/Mairie de Caudry/Raymond Truy/Handout via Reuters

A professora de ginástica Aurélie Châtelain, de 32 anos, está sendo considerada uma vítima colateral do terrorismo na França. O corpo da jovem foi encontrado baleado em um carro incendiado em Villejuif, na periferia de Paris, no último domingo. O argelino Sid Ahmed Ghlam, de 24 anos, suspeito de preparar atentados contra igrejas católicas na França, seria o responsável pelo assassinato de Aurélie.

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As autoridades ainda não estabeleceram as causas do assassinato, mas as primeiras investigações apontam que Ghlam teria tentado roubar o carro de Aurélie. A jovem almoçava dentro do carro no momento em que foi morta. A polícia pôde fazer a ligação do caso com o estudante porque rastreou o telefone celular dele no local do crime.

Ghlam foi preso no domingo no 13° distrito de Paris ao telefonar para o Samu, alegando ter sido ferido à bala. Acionada, a polícia encontrou um verdadeiro arsenal dentro do veículo de do estudante. Ele continua internado em um hospital da capital, onde teve sua prisão preventiva prolongada até amanhã.

Os investigadores identificaram ao menos um cúmplice do argelino. De acordo com o procurador responsável pelas investigações, François Molins, o estudante estava em contato com uma pessoa na Síria que pedia "explicitamente" que o ataque fosse realizado contra uma igreja católica.

Projeto de carreira

Originária da cidade de Caudry, no norte da França, Aurélie tinha acabado de chegar na região parisiense para fazer um estágio de Pilates. A professora de ginástica era mãe de uma menina de 5 anos. "Ela falava com orgulho deste estágio, era um grande projeto para sua carreira", disse o prefeito da cidade, Guy Bricout.

O pai de Aurélie, Claude Châtelain, declarou que a jovem estava "no lugar errado, na hora errada". "Sem saber, ela salvou vidas", disse, em uma breve entrevista à AFP. "Agora eu só quero uma coisa: que a pena de morte seja restabelecida."

Homenagens

A França se emocionou com a morte de Aurélie. Em Caudry, os habitantes estão em estado de comoção. Família e amigos programaram várias homenagens à professora. A maior delas, no domingo, deve reunir milhares de pessoas para uma passeata na cidade.

Um imenso painel com a foto de Aurélie foi instalado diante da prefeitura local, que também recolhe doações em nome da família Châtelain. "Pelo ato corajoso" de Aurélie, o prefeito também anunciou que pretende fazer o pedido da Legião de Honra à jovem, a mais importante condecoração na França.

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