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Imigração/Crise

França cria 10.500 vagas de hospedagem para imigrantes

O ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, disse que "a gravidade da crise requer uma adaptação rápida das autoridades" à questão da imigração.
O ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, disse que "a gravidade da crise requer uma adaptação rápida das autoridades" à questão da imigração. REUTERS/Benoit Tessier

O governo francês anunciou nesta quarta-feira (17) que vai criar mais 10.500 vagas de hospedagem para imigrantes. Cinco mil refugiados que já receberam oficialmente proteção do Estado serão alojados às custas do poder público. Outros 4 mil imigrantes que estão em lista de espera para saber se preenchem ou não os critérios de asilo político serão acomodados em albergues. As 1.500 vagas restantes serão distruibuídas aos imigrantes em situação irregular em caráter de emergência.

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A ONG França Terra de Asilo considerou a iniciativa do governo francês positiva e sem precedentes em relação à quantidade de imigrantes acolhidos de uma única vez. O plano aumenta significativamente a capacidade de acolhimento dos imigrantes, atualmente saturada.

Em 2014, a França registrou 65 mil pedidos de asilo, sendo que no mesmo período só dispunha de 25 mil vagas nos chamados centros de acolhimento de refugiados (CADA) e 4 mil em construção.

Adaptação das autoridades

O ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, disse que "a gravidade da crise requer uma adaptação rápida das autoridades" à questão da imigração.

Com a criação de novas vagas em albergues, o objetivo das autoridades é evitar a formação de acampamentos de imigrantes nas ruas, como o desmantelado na semana passada sob os trilhos do metrô parisiense. Ontem, uma manifestação em solidariedade aos imigrantes reuniu 1.800 pessoas em Paris.

Desde o início do ano, segundo dados da Frontex, a agência europeia de controle de fronteiras, 100 mil imigrantes ingressaram de forma ilegal nos países da União Europeia, contra 40 mil em 2014.

Em Luxemburgo, os ministros do Interior dos 28 países do bloco discutiram nessa segunda-feira o plano de distribuição dos imigrantes. França, Itália e Alemanha decidiram unificar suas políticas e acelerar a análise dos pedidos de asilo.

Papa defende perdão a quem fecha as portas

Hoje, o Papa Francisco pediu aos católicos para que "peçam perdão a Deus em nome daqueles que fecham a porta aos imigrantes". O apelo do Papa não visou ninguém em particular, mas intervém no momento em que a União Europeia pena a encontrar uma política coerente de imigração.

A declaração do Papa provocou reação do líder do partido de extrema-direita italiano Liga do Norte. Matteo Salvani, que defende com frequência que os imigrantes que chegam à costa da Itália sejam lançados de volta ao mar, disse que não precisava de perdão. "Nós pecamos como todo mundo, mas não nos sentimos melhores ou mais generosos que outros pseudocatólicos, que dizem que há espaço para todo mundo na Itália", declarou o político.

(Com informações da AFP)

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