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França/Agricultores

Agricultores franceses invadem Paris com tratores para pressionar governo

Chegada dos agricultores vindos de várias regiões francesas para uma grande manifestação na capital.
Chegada dos agricultores vindos de várias regiões francesas para uma grande manifestação na capital. REUTERS/Charles Platiau

Os produtores franceses decidiram fazer barulho. Eles chegam em Paris nesta quinta-feira (3) em massa com mais de 1500 tratores para uma manifestação na praça de Nation. Uma delegação será recebida nesta tarde no Ministério e uma outra irá para a Assembleia Nacional para apresentar suas reivindicações aos deputados. A gigante manifestação já é considerada "histórica" por grande parte dos agricultores. Entre as reivindicações está o incentivo para tornar a produção mais competitiva.  

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Eles sobreviveram à crise bovina, suína, do leite e ainda assim eles acreditam que a agricultura francesa está perto do fim. Revoltados, os produtores resolveram se manifestar em grande estilo quatro dias antes de uma importante reunião em Bruxelas. A movimentação em direção à capital tem como objetivo o reconhecimento das demandas da categoria pelo governo e pela população, que ignora em parte a crise do setor.

"Ir até Paris é um golpe de mestre. Temos 1.500 tratores, e teremos de 4.000 a 5.000 pessoas nesta tarde na praça de Nation. Isso mostra o total desespero dos agricultores. Hoje, precisamos de verdadeiras soluções, que sejam duráveis e que nos deem perspectiva, que nos devolvam o orgulho de levantar de manhã cedo e cultivar bons produtos", comenta Luc Smessaert, vice-presidente da Federação Nacional dos Sindicatos de Exploração Agrícola (FNSEA).

Normas

Foi a FNSEA que iniciou o movimento com o Sindicato dos Jovens agricultores, que anunciaram hoje, mais precisamente, a chegada de 1.512 tratores nas estradas e cerca de 4.000 agricultores vindos em trem ou ônibus. Para estacionar todos esses tratores vindos de todas as partes da França, seria necessários 8 hectares de via. A contestação tem justificativas econômicas e sociais. Os produtores não esperam que os problemas se resolvam da noite para o dia, mas pedem que as decisões do governo avancem.

A França tem hoje normas diferentes das dos vizinhos como a Alemanha ou a Espanha, que produzem produtos mais baratos e acabam exportando mais. "O governo deve se comprometer com a parte estrutural, nos livrando dos impostos e das normas francesas. Compreendendo que a única saída para a França é manter sua própria atividade de agricultura e pecuária", insiste Thierry Roquefeuil, presidente da Federação Nacional dos produtores de leite.

 

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