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França/Imigração Clandestina

Apesar de enviar ajuda, governo francês mantém linha dura sobre migrantes de Calais

Ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, durante visita ao acampamento de migrantes de Calais.
Ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, durante visita ao acampamento de migrantes de Calais. REUTERS/Philippe Huguen/Pool

O ministro francês da Interior, Bernard Cazeneuve, visitou a região de Calais, no norte da França, onde cerca de 6 mil migrantes estão acampados há dias. O representante do governo anunciou o aumento a capacidade de acolhimento de urgência para mulheres e crianças, mas prevê também o envio de mais de 400 policiais para garantir a segurança do local, que ficou conhecido como “a selva”.

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Com informações de Alice Pozycki, enviada especial da RFI a Calais

Em sua sétima visita a Calais em apenas 18 meses, o ministro francês manteve sua postura diante da situação dos migrantes : uma política firme, mas humana. “Com a chegada do inverno, o acolhimento é uma urgência”, disse Cazeneuve.

Um acampamento equipado, com capacidade para acolher 1500 pessoas, deve ser montado até o fim do ano. Já as mulheres e crianças devem abrigados ainda esta semana, segundo o ministro. Mas Cazeneuve insiste que o objetivo principal é que os migrantes deixem “selva” de Calais. O local se tornou uma verdadeira favela a céu aberto, onde cerca de 6 mil pessoas acampam enquanto tentam atravessar clandestinamente o canal da Mancha para chegar no Reino Unido.

Centros de acolhimento e de orientação também serão abertos em outras regiões francesas. “Os migrantes que recusarem essa oportunidade e que continuarem tentando perigosa travessia para o Reino Unido estarão expostos a sanções penais ou serão expulsos do território francês. O Estado deve ouvir suas necessidades, mas também deve se mostrar firme”, disse o ministro.

Envio de mais policiais

Para Cazeneuve, humanidade e segurança devem ser combinados com segurança. Por essa razão o representante do governo também anunciou o envio de 460 policiais a Calais a partir desta quinta-feira (22) para reforçar os contingentes que já atuam na região. “No total, 1.125 funcionários vão garantir a segurança e lutar contra a intrusão e a imigração irregular”, explicou o ministro. 

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