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França/Atentados

Comoção diante do Petit Cambodge, restaurante alvo de atentado

Parisienses colocam flores diante do restaurante Le Petit Cambodge em homenagem às vítimas do atentado.
Parisienses colocam flores diante do restaurante Le Petit Cambodge em homenagem às vítimas do atentado. Daniel Finnan

Moradores e jornalistas do mundo inteiro se concentraram, desde a manhã deste sábado (14), na esquina da rue Bichat com a rue Alibert, no 10° distrito de Paris, para tentar entender o inconcebível. No local, um dos visados pelos atentados, dois homens armados abriram fogo na noite de sexta-feira (13) contra os clientes do bar Le Carrillon e do restaurante Le Petit Cambodge, matando entre 12 a 14 pessoas.

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Os dois estabelecimentos estão fechados por determinação da polícia. As marcas dos tiros são visíveis nas janelas do Le Carrillon. A porta de ferro do Le Petit Cambodge impedia ver os sinais do atentado contra o restaurante.

Os parisienses, e principalmente moradores do bairro, colocaram flores, velas e mensagens nas calçadas em homenagem às vítimas. A emoção é grande. Clientes abraçavam o dono e os funcionários do Le Carrillon que assistiam esta manhã da porta dos fundos do bar o movimento no local. Ainda chocados pelas cenas de horror da véspera, os empregados do local preferiram não falar com a imprensa.

O restaurante La Cantine de Quentin, no início da rue Bichat, abriu suas portas neste sábado, mas quase não tinha clientes, assim como outros estabelecimentos nas redondezas do Canal Saint-Martin, região normalmente muito movimentada em um sábado e conhecida por sua vida boêmia durante todo o fim de semana. "Podíamos ter sido o alvo dos atentados. Não trabalhamos à noite, mas abrimos excepcionalmente ontem para um evento privado. Esses atentados foram organizados de longa data", disse Damien Hennebois, para quem "a vida continua".

Uma das homenagens às vítimas colocada em frente ao Le Carrillon resume o estado de espírito dos parisienses: na bandeira tricolor francesa, escreveram "fluctuat nec mergitur" (Abalada, mas não afunda), frase em latim com o o lema da cidade de Paris .

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