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França/Terrorismo

Polícia realiza mais de 160 operações antiterroristas em toda a França

Militares franceses patrulham o metrô de Marselha, no sul da França, nesta segunda-feira (16).
Militares franceses patrulham o metrô de Marselha, no sul da França, nesta segunda-feira (16). REUTERS/Jean-Paul Pelissier

Diversas operações antiterroristas foram realizadas na madrugada desta segunda-feira (16) em pelo menos seis cidades francesas: Lyon, Lille, Toulouse, Marselha, Estrasburgo e Grenoble. De acordo com o governo, 23 pessoas foram detidas, 104 estão em prisão domiciliar e 31 armas de fogo apreendidas. A França continua em estado de emergência, declarado poucas horas depois dos ataques de sexta-feira (13), que deixaram pelo menos 129 mortos e 350 feridos.

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Na madrugada desta segunda-feira, foram realizadas 168 operações policiais por toda a França, em busca de pessoas fichadas por radicalização e envolvimento com organizações terroristas. Essas operações que, de acordo com as autoridades, não têm relação direta com os atentados da última sexta-feira (13), se estenderam pelas zonas metropolitanas de Lyon, Lille, Toulouse, Marselha, Estrasburgo e Grenoble.

Na região de Lyon, no sudeste do país, cinco pessoas foram presas. Com elas, foram apreendidos um lança-foguetes, coletes à prova de balas, várias pistolas e um fuzil AK-47. Uma outra operação foi efetuada no subúrbio parisiense de Bobigny, mas, sobre ela, a polícia não deu mais informações.

Enquanto isso, a polícia continua à busca do francês de 26 anos Salah Abdeslam, um dos três irmãos suspeitos de envolvimento no massacre. Ainda não se sabe se o jihadista, que vivia em Bruxelas, está foragido ou se morreu durante a operação.

Ataques preparados no exterior

De acordo com o ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, os ataques "foram preparados no exterior e envolveram uma equipe baseada no território da Bélgica, com cúmplices na França". Ao lado de seu colega belga, Jan Jambon, ele afirmou que os dois países estão determinados a acabar as redes terroristas.

Cazeneuve e Jambon sublinharam que os dois carros usados no atentado foram alugados na Bélgica. Outro veículo foi encontrado próximo do Bataclan e um quarto carro, repleto de fuzis, foi abandonado em Montreuil, na periferia leste de Paris.

De acordo com o ministro, "a ameaça de outros atentados continua elevada". Os 104 indivíduos que estão em prisão domiciliar são conhecidos dos serviços de inteligência da França.

As duas promotorias não descartam a possibilidade de que alguns terroristas continuem em liberdade. Até o momento, sabe-se que três homens-bomba eram franceses, mas dois deles viviam na Bélgica.

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