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Paris/Atentados

Prefeitura de Paris proíbe manifestações até dia 30 de novembro

Parisienses continuam prestando homenagens às vítimas dos atentados do 13 de novembro na capital francesa.
Parisienses continuam prestando homenagens às vítimas dos atentados do 13 de novembro na capital francesa. REUTERS/Charles Platiau

A prefeitura de Paris anunciou neste sábado que todas as manifestações na capital francesa e seus arredores permanecem proibidas até o dia 30 de novembro, data da abertura da conferência mundial sobre o o clima, a COP21. A medida é anunciada depois dos violentos atentados que deixaram 130 mortos e mais de 350 feridos no dia 13 de novembro em Paris.

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A proibição diz respeito a toda e qualquer manifestação nos espaços públicos da capital francesa até a meia-noite do dia 30 de novembro, estabeleceu a prefeitura. A medida envolve também o dia da abertura da COP21, para a qual dezenas de chefes de governo e de Estado são esperados em Paris. O Eliseu confirmou nesta sexta-feira (20) ter recebido a confirmação da presença de 138 dirigentes internacionais.

Por razões de segurança, as autoridades já haviam anunciado nesta semana o cancelamento de suas passeatas previsas para serem realizadas um dia antes da abertura do evento, 29 de novembro, e um dia após o encerramento do mesmo, 12 de dezembro.

No entanto, as homenagens às vítimas dos ataques continuam acontecendo neste sábado, apesar das baixas temperaturas e da chuva em Paris. Diante dos restaurantes Le Carillon e Le Petit Cambodge, da sala de shows Bataclan e na Praça da República, milhares de pessoas seguem se reunindo, depositando flores e velas, em uma tentativa de tentar superar um dos mais tristes episódios da história da capital francesa.

Estado de emergência em Paris

O cancelamento de manifestações em Paris e seus arredores foi decidido no dia seguinte aos violentos massacres, independentemente do estado de emergência instaurado na capital francesa. Nesta sexta-feira o Parlamento francês adotou a prolongação da medida por três meses, até o dia 26 de fevereiro de 2016.

O estado de emergência na França prevê:

- Prisão domiciliar para qualquer pessoa cujo comportamento sugira uma possível ameaça à segurança e à ordem pública, com interdição total de contato com outros suspeitos.

- Permissão para que o Estado realize buscas e apreensões sem a obrigatoriedade de uma ordem judicial.

- Possibilidade de bloquear sites ou redes sociais da internet que façam a apologia do terrorismo ou incitem a atos terroristas.

Em contrapartida, não haverá controle ou censura da imprensa, como previsto, mas nunca aplicado, no texto da lei de 1955. O governo francês também decidiu que policiais poderão utilizar suas armas de serviço quando estiverem de folga, o que não era permitido até agora. A decisão do policial será voluntária, mas deve reforçar o policiamento nas ruas. Os dois primeiros policiais que chegaram à casa de shows Bataclan, onde os terroristas mataram 89 pessoas, estavam desarmados por estarem de folga.

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