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França/EUA

Hollande vai aos EUA tentar convencer Obama a reforçar luta contra grupo EI

O presidente francês, François Hollande, visita nesta terça-feira (24) os Estados Unidos, em busca de mais apoio na luta contra o grupo Estado Islâmico.
O presidente francês, François Hollande, visita nesta terça-feira (24) os Estados Unidos, em busca de mais apoio na luta contra o grupo Estado Islâmico. REUTERS/Francois Lenoir

O presidente francês, François Hollande, será recebido nesta terça-feira (24) na Casa Branca, em Washington, por Barack Obama. O objetivo da viagem é reforçar a coalizão internacional que luta contra o grupo Estado Islâmico para destruir o movimento jihadista. Hollande declarou guerra ao grupo terrorista, depois dos atentados de Paris que deixaram 130 mortos. A visita aos Estados Unidos é apenas uma etapa da intensa agenda diplomática do presidente francês nesta semana.

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François Hollande continua hoje sua maratona diplomática em busca de apoio para destruir o grupo Estado Islâmico na Siria e no Iraque. Ele será recebido às 15h15 horário local, 18h15 em Brasília, pelo presidente americano. O líder francês vai pedir uma participação mais ativa dos Estados Unidos na luta contra o movimento jihadista, que coloca em risco a segurança dos europeus e do mundo.

Mas não é certo que Obama atenda ao pedido. Mesmo depois dos atentados de Paris, o presidente americano reafirma sua intenção de manter uma presença estratégica mínima, sem engajar seu país no conflito sírio. Obama deve lembrar que os Estados Unidos já são responsáveis por mais de 80% dos bombardeios contra a organização terrorista e que espera uma maior participação de outros aliados da coalizão.

Reaproximação entre Washington e Moscou

Hollande também tem outra missão esta tarde nos Estados Unidos: tentar reaproximar Washington de Moscou. Na próxima quinta-feira (26), Hollande vai à Rússia para discutir com Vladimir Putin o combate conjunto ao grupo Estado Islâmico. No plano político França e Estados Unidos têm a mesma opinião. Eles querem que Bashar al-Assad deixe o poder, apesar de a queda do presidente sírio não ser mais a prioridade imediata. Já a Rússia, que bombardeia alvos na Síria desde 30 de setembro, apoia o aliado sírio.

A maratona diplomática de Hollande, que começou na segunda-feira com um encontro com o primeiro-ministro britânico, inclui ainda um jantar com a chanceler Angela Merkel em Paris amanhã (25), e termina no próximo domingo (29) com um encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, também na capital francesa.

O enviado especial da RFI a Washington, Florent Guinard, diz que fontes diplomáticas garantem que nunca houve na França uma semana de negociações tão intensa visando uma articulação de guerra. Convencer Estados Unidos, Rússia e China a trabalhar conjuntamente não será tarefa fácil. "Como reunir interesses tão contraditórios e evitar que este ativismo diplomático não se transforme apenas em uma vasta operação de comunicação?", questiona o enviado especial.
 

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