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#fiersdelaFrance!

Com bandeiras nas janelas, França prepara homenagem às vítimas dos atentados

Bandeira francesa em uma sacada de Paris nesta quinta-feira.
Bandeira francesa em uma sacada de Paris nesta quinta-feira. REUTERS/Charles Platiau

Historicamente pouco afeitos a demonstrações de nacionalismo, os franceses atenderam a um pedido do governo e decoraram as janelas com a bandeira nacional e a internet com a hashtag #fiersdelaFrance! (orgulhosos da França). Tudo isso fará parte de uma grande homenagem solene aos mortos nos atentados de 13 de novembro, que ocorrerá nesta sexta-feira (27).

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Além de ostentar as bandeiras nas janelas das casas e apartamentos, o governo incentiva a população a postar selfies em azul, branco e vermelho, nas redes sociais. Uma bandeira em alta definição está disponível para download para os que quiserem imprimir.

Segundo Sandra Laugier, professora de Filosofia na Sorbonne ouvida pela agência AFP, a bandeira nacional agora é vista como um símbolo de amor, depois de muito tempo em que a própria população francesa associou o lábaro ao nacionalismo beligerante.

A cerimônia de homenagem ocorrerá às 9h30 do horário local no jardim do Hôtel des Invalides, às margens do Rio Sena, em Paris, com a presença do presidente François Hollande, que fará um discurso solene, e de famílias das vítimas. O edifício histórico abriga um museu de guerra e também o túmulo do imperador Napoleão.

Duas famílias de vítimas, no entanto, se recusaram a participar. Os parentes de François-Xavier Prévost, morto na casa de shows Bataclan, dizem que boicotarão o evento porque avaliam que “nada foi feito” pelo governo após os atentados contra o jornal Charlie Hebdo, em janeiro, o que teria causado, segundo eles, o novo atentado em novembro.

Direito de manifestar

Uma irmã de Prévost destaca que os terroristas puderam se deslocar pela Europa e entrar na França livremente, mesmo que alguns deles fossem fichados como extremistas pelo Estado. O pai de outra vítima, Jean-Marie de Peretti, alega a mesma razão para não participar.

A Praça de la République, local próximo aos atentados, começou a receber homenagens já na noite de quinta-feira, além de um protesto inusitado. Cerca de 300 pessoas protestaram pelo direito de manifestar, já que o estado de emergência decretado pelo governo após os ataques impede manifestações públicas até a próxima segunda-feira (30).

Cerca de 35 sindicatos, associações e partidos políticos enviaram representantes para o protesto. Em um comunicado, a polícia francesa pediu que “os organizadores dessa reunião respeitem a solenidade do local e não infrinjam a proibição de manifestar”. Os que contrariaram a determinação podem ser multados em € 7.500. A polícia destacou, no entanto, que as homenagens às vítimas realizadas na praça não estão incluídas na proibição.

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