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Eleições Regionais

França: como evitar a ascensão de Le Pen no próximo domingo?

Marine Le Pen falando a agricultores durante a campanha eleitoral.
Marine Le Pen falando a agricultores durante a campanha eleitoral. REUTERS/Pascal Rossignol

Empresários, governo, imprensa. Diferentes setores da sociedade francesa começaram a semana se mobilizando contra uma possível ascensão do partido de extrema-direita Frente Nacional (FN) na eleição regional do próximo domingo (6). Mas as pesquisas indicam que será preciso demover os eleitores, que estariam dispostos a eleger o grupo de Marine Le Pen para governar até quatro das 22 regiões metropolitanas do país.

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O primeiro-ministro socialista, Manuel Valls, disse que está “fora de questão deixar a Frente Nacional vencer em uma única região que seja” e que “tudo deverá ser feito para que isso seja evitado”. Também disse que “cada um deve assumir suas responsabilidades à esquerda e à direita” para impedir a vitória dos extremistas.

As falas do premiê apontam para um caminho inevitável: a união da centro-esquerda representada pelo Partido Socialista e da centro-direita dos Republicanos para enfrentar o extremismo em eventuais disputas de segundo turno.

Mas essa hipótese de “fundir as listas” dos dois tradicionais adversários no segundo turno ainda não passa pelo discurso do Republicanos, já que o partido espera ter um desempenho melhor que os socialistas. “Teremos as mesmas candidaturas no primeiro e no segundo turno”, garantiu um correligionário de Nicolas Sarkozy ao jornal Le Monde. “Ficaremos em primeiro ou segundo lugar em todas as regiões, não temos por que pensar em fusão”, completou.

O jornal Le Monde que chegou nesta tarde de terça-feira (1º) às bancas traz em sua manchete “Direita e esquerda estão petrificadas com a ascensão da Frente Nacional”. Já o diário La Voix du Nord, da região Nord-Pas-de-Calais-Picardie – justamente onde Marine Le Pen lidera as pesquisas de intenção de voto – dedicou sua capa por dois dias seguidos a um manifesto anti-FN.

Os setores econômicos também se mobilizam. O presidente do Medef – organização patronal que reúne os empresários franceses – disse nesta terça-feira que o programa econômico da Frente Nacional “não é aberto nem em direção ao futuro, nem em direção à competitividade.” Em entrevista ao jornal Aujourd’hui em France, Pierre Gattaz também classificou os planos de Le Pen para a área econômica de “irresponsáveis”.

Nenhuma dessas manifestações ficou sem resposta: Le Pen acusou o jornal La Voix du Nord de viver de subvenções do Partido Socialista e convocou o chefe do Medef a debater diretamente, ao invés de “jogar pedras à distância”.

A Frente Nacional lidera as pesquisas com ampla margem na região Nord-Pas-de-Calais-Picardie, com boa margem em Provence-Alpes-Côte d'Azur, e ainda tem chances de vencer nas regiões Bourgogne-Franche-Compté – onde está empatada com Os Republicanos – e Normandia, onde empata tanto com o partido de Sarkozy quanto com os Socialistas.

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