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Diretores do Bataclan querem reabrir a sala após atentados em Paris

A casa de espetáculos Bataclan deve permanecer fechada pelo menos até 2016.
A casa de espetáculos Bataclan deve permanecer fechada pelo menos até 2016. AFP/AFP

Em uma primeira entrevista desde os atentados de Paris, os diretores do Bataclan afirmaram que gostariam de reabrir a sala de espetáculos onde 90 pessoas foram assassinadas em 13 de novembro. Nas páginas do jornal Le Monde que chegou às bancas nesta quarta-feira (2), Jules Frutos e Olivier Poubelle dizem que a retomada das atividades do local será difícil, mas que a reconstrução é um objetivo que esperam atingir no final de 2016.

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Em entrevista de página inteira, os dois diretores de programação relatam como viveram o momento dos atentados. “Nós dirigimos uma sala onde 90 pessoas morreram durante um show, entre elas dois de nossos funcionários, e eu não estava lá dentro. Penso nisso o tempo todo, mesmo se me dizem que não somos culpados”, comenta Poubelle. “Eu acho que uma carnificina dessa intensidade nunca aconteceu em nenhuma casa de shows musicais no mundo”.

Os empresários relatam o que viram ao chegar ao local, logo após a polícia ter abatido os terroristas. “Havia mortos e feridos por toda a parte”, conta Poubelle. “Eu me dei conta do drama quando vi um de nossos técnicos, que estava na sala. Ele estava ferido e um de seus amigos, que estava no show, havia morrido”, lembra Frutos, que não voltou mais ao Bataclan desde a noite dos atentados.

Bataclan reaberto em 2016 ?

Questionado sobre o futuro da sala de espetáculos, Frutos diz que ainda é muito cedo para saber, “mas é necessário rever as portas abertas”. Segundo ele, “as equipes querem uma reconstrução e os artistas também. Mas vai ser um caminho difícil”.

De acordo com Poubelle, nenhum funcionário pediu para ir embora, e “no Facebook, milhares de pessoas testemunham e pedem que a sala seja reaberta”. Ainda não há data exata para a reinauguração e os dois diretores ainda não sabem quais mudanças serão feitas na configuração e na programação do local. No entanto, “esperamos poder reabrir no final de 2016”, estima Poubelle, que diz estar em discussão sobre o tema com os demais sócios.

Família de brasileira é sócia majoritária do Bataclan

Os dois diretores de programação detém 30% da casa espetáculos. O sócio majoritário é o grupo Lagardère, que pertence à família do marido da socialite brasileira Bethy Lagardère, morto em 2003. O conglomerado, que atua tradicionalmente na área editorial, é dono da Hachette, que publica revistas como Elle e Marie Claire na França. O grupo, segundo Poubelle, também deseja a reabertura do Bataclan.

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