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Franceses votam em eleições regionais sob impacto dos atentados

O presidente François Hollande vota na seção eleitoral de Tulle
O presidente François Hollande vota na seção eleitoral de Tulle REUTERS/Caroline Blumberg

Desde as 8 da manhã no horário de Paris (5h em Brasília), os franceses votam pelo primeiro turno das eleições regionais. As eleições acontecem sob o impacto dos atentados de 13 de novembro, que deram um impulso extra à Frente Nacional, de extrema direita.

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A sigla, que se aproveitava da desunião da esquerda e de uma direita moderada insegura, reforçou seu discurso islamofóbico e anti-imigração e pode chegar na frente em pelo menos três regiões. A líder do partido, Marine Le Pen, votou agora há pouco em Hénin-Beaumont, acompanhada do prefeito Steeve Briois, eleito em 2014, também pela Frente Nacional.

A região de Pas de Calais, onde fica Hénin-Beaumont, é uma das que a extrema-direita deve levar com facilidade. No conjunto do país, as últimas pesquisas apontam que a Frente Nacional tem até 30% das intenções de voto, contra 27% dos republicanos do ex-presidente Sarkozy; e 23% do Partido Socialista de François Hollande, que não parece ter conseguido transformar em votos o crescimento de sua popularidade depois dos ataques. Hollande, aliás, também já votou, na cidade de Tulle no centro do país, da qual ele foi prefeito por vários anos. Ao contrário do que costuma fazer, o presidente não conversou com a imprensa na saída da seção eleitoral.

O primeiro ministro Manuel Valls votou na prefeitura de Evry, na região da Île de France, e afirmou que "a cédula é uma arma" contra o terrorismo. "Espero que muitos franceses compareçam às urnas, principalmente depois dos ataques terroristas. Estamos de pé e nossa arma é a cédula", declarou o premiê depois de depositar seu voto. Ele, que foi prefeito de Evry até 2012, estava acompanhado de seu sucessor, Francis Chouat, também do Partido Socialista.

Estado de emergência

Por causa dos atentados que causaram 130 mortes em Paris há três semanas, as seções eleitorais abriram às 8 da manhã sob estado de emergência, com medidas de segurança reforçadas, principalmente na capital. Trata-se da última eleição antes da escolha de um novo presidente, em 2017. Mais de 44 milhões de eleitores estão registrados para escolher, entre mais de 21 mil candidatos de 171 coalizões. A abstenção, no entanto, pode chegar a até 50%. Nas últimas eleições regionais, em 2010, mais da metade dos franceses não votou.

A estratégia para o segundo turno vai depender do resultado de hoje. Se a extrema-direita conseguir uma vitória expressiva, não está descartada a possibilidade de uma união inédita entre republicanos e socialistas para evitar uma hegemonia frentista.

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