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Paris/Universidade

Paris é a melhor cidade do mundo para estudar

Estudantes em frente ao Instituto de Estudos Hispânicos da Universidade Sorbonne, em Paris.
Estudantes em frente ao Instituto de Estudos Hispânicos da Universidade Sorbonne, em Paris. AFP PHOTO LOIC VENANCE

Pelo quarto ano consecutivo, Paris lidera o ranking mundial das melhores cidades para estudar em universidades em 2016, realizado pela consultoria britânica em educação superior QS. A cidade-luz se destaca, entre outras coisas, pela qualidade do ensino, pelo baixo custo, pela diversidade cultural, pelo cosmopolitismo dos estudantes universitários e pelas oportunidades de trabalho aos recém-formados. O estudo foi feito antes dos atentados de Paris de 13 de novembro. Será que os ataques vão diminuir a atração da cidade para os estudantes?

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O ranking 2016 das melhores cidades para estudar da consultoria britânica QS (Quacquarelli Symonds), publicado na semana passada, leva em conta quatorze critérios que vão desde a qualidade do ensino e o preço das universidades até a poluição e a taxa de criminalidade. Foram analisadas 75 cidades. Paris conserva a liderança mundial, bem à frente de outras capitais europeias, como Londres, em 5° lugar, ou Berlim, em 9°.

Melborne (2°) lugar, Tóquio (3°) e Sydney (4°), completam o topo da lista. São Paulo, a única cidade brasileira que integra o estudo, ocupa a 65ª.

Qualidade educacional das universidades parisienses

A QS avaliou 18 universidades parisienses. Na cidade, mais de 10% dos 350 mil universitários inscritos são estrangeiros. Eles são atraídos pela qualidade do ensino, mas também por esse cosmopolitismo e pela diversidade cultural da capital francesa.

A paranaense Emilie Pasternak está concluindo um doutorado em cinema e audiovisual na Sorbonne Nouvelle-Paris 3, que segundo ela, oferece um curso “conhecido mundialmente e tem muitas parcerias com universidades brasileiras”. A doutoranda também foi atraída pela cultura francesa e pela enorme programação de cinema: “Paris é a cidade onde a gente pode assistir mais filmes diferentes e do mundo todo”.

A paulista Marina Mantoan, que faz um MBA em História e Gestão do Patrimônio Cultural na Sorbonne-Paris 1, também foi atraída pela oferta cultural parisiense, mas escolheu estudar na capital francesa pelo baixo custo das universidades. “A faculdade na França não é paga, não é como Nova York ou Londres. Aqui, a gente só paga a matrícula”. A inscrição anual nas universidades públicas francesas varia de € 184, para os primeiros anos, até € 391, para o doutorado. Cursos mais especializados são, como engenharia ou ciências políticas no Instituto de Paris, mais caros, mas o governo francês oferece muitas bolsas.

Impacto dos atentados de Paris na vida estudantil

Emilie e Marina ficaram chocadas com os atentados, mas continuam na cidade. A doutoranda do Paraná acha que no imediato os pontos de encontro dos jovens, visados pelos ataques, podem ser afetados, mas pensa que, com o tempo, o trauma será superado. Marina acredita que os atentados “não vão afetar nada e que Paris vai continuar sendo uma boa cidade para estudar”.

Jean-Frédéric Schaub, professor da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais (EHESS), e membro do Centro de Pesquisa sobre o Brasil Contemporâneo (CRBC), afirma que os atentados não tiveram até agora nenhum efeito na vida acadêmica da instituição. Nenhum dos 2,5 mil estudantes inscritos, sendo a metade estrangeiros, abandonou o curso. Todos os professores convidados no ano que vem confirmaram presença. A única mudança, segundo ele, são as medidas de segurança para entrar no prédio, impostas pelo estado de emergência em que vive o país desde 13 de novembro. Jean-Frédéric Schaub só está preocupado "com as consequências negativas dos cortes brasileiros no setor de educação para a relação acadêmica importante entre o Brasil e a França".

Quer vir estudar na França?

O site Campus França acaba de abrir as inscrições para os candidatos interessados em fazer graduação ou pós-graduação, não só em Paris, mas em toda França. Os estudantes e profissionais interessados em estudar no país no ano letivo 2016-2017 devem enviar dossiê a partir de 1° de dezembro. A inscrição é exclusivamente on-line no site: www.bresil.campusfrance.org

A França é o terceiro país no mundo mais procurado por estudantes estrangeiros e, todos os anos, acolhe cerca de 300 mil universitários de outros países.

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