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França / Eleições

Abstenção nas eleições regionais francesas fica entre 41% e 42,5%

Franceses comparecem mais às urnas
Franceses comparecem mais às urnas REUTERS/Pascal Rossignol

A abstenção do segundo turno das eleições regionais francesas é estimada entre 41% e 42,5% neste domingo (13), segundo três institutos de pesquisa. Para o Ipsos-Sopra Steria para France Télévisions, Radio France e LCP/Public Sénat, ela é de 42,5% Segundo o Harris Interactive para o canal M6, o índice é de 41,5%. Já o Ifop, para iTELE, Paris-Match e Sud-Radio, a estimação é de 41%. 

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Às 12h, a taxa de participação no segundo turno das eleições regionais francesas havia atingido 19,59%, um ponto a mais que em 2010 (18,57%) à mesma hora e, sobretudo, mais de três pontos em relação ao domingo passado, quando aconteceu o primeiro turno. Os números são do Ministério do Interior. Essa taxa também é maior que a participação no segundo turno das eleições departamentais (15,63%), no mesmo horário.

Como no primeiro turno, a participação é maior na Córsega (24,75), quase quatro pontos a mais em relação à semana passada (20,94%). Em seguida vêm Provence-Alpes-Côte d'Azur (23,10% contra 18,43% no primeiro turno), Languedoc-Roussillon/Midi-Pyrénées (22,44% contra 18,53%) e Nord-Pas-de-Calais/Picardie (21,91% contra 19,16%). Nos departamentos ultra-marítimos, houveum aumento de eleitores nas Ilhas Reunião (21,86%, mais 4 pontos).

Na região Aquitaine/Limousin/Poitou-Charentes, também se constata um aumento na taxa de participação às 12h, 19,73% contre 17,49%. Todos os departamentos dessa grande região no oeste do país tiveram variações positivas. Na região Alsace/Champagne-Ardenne/Lorraine, a participação teve uma alta espetacular, de mais de 5 pontos - chegando a 7 pontos em alguns departamentos, como Meuse (24,16% contra 17,03%). Na Bourgogne/Franche-Comté, outra região na qual o partido de extrema-direita Frente Nacional ganhou no primeiro turno, houve um crescimento incrível na participação (21,57% contra 17,35%).

Houve também mais eleitores votando na Île-de-France (13,60% contra 11,25%), onde fica Paris, tradicionalmente a região que vota menos. No departamento de Seine-Saint-Denis houve um aumento muito pequeno (8,63% contre 7,72%). Os habitantes da Île-de-France têm até as 20h para depositar suas células. No resto da França, a votação acaba às 18h ou 19h.

No total 45,3 milhões de eleitores estão aptos para eleger 1.757 conselheiros regionais e 153 conselheiros territoriais (Córsega, Guiana Francesa e Martinica), entre os candidatos de 46 listas.

Frente Nacional

A direita radical da Frente Nacional (FN) de Marine Le Pen aspira uma vitória inédita em diversas regiões. O Partido Socialista, que governa o país, e a oposição de direita se mobilizam para impedir a vitória da FN, o que reforçaria a posição de sua líder, Marine Le Pen, para as eleições presidenciais de 2017.

A atitude a respeito da FN, que liderou os resultados do primeiro turno em 6 de dezembro e ficou na primeira posição em seis regiões, domina a campanha do segundo turno. O presidente François Hollande, que manteve o silêncio sobre as eleições regionais, pediu na quarta-feira a "defesa dos valores da República".

O Partido Socialista retirou seus candidatos em favor da direita nas duas regiões em que a extrema-direita tem mais chances de vitória. Mas em uma terceira, o candidato socialista se recusou a abandonar a disputa, o que provocou a revolta da direção do partido.

Ao mesmo tempo, o ex-presidente Nicolas Sarkozy, líder do principal partido da oposição de direita, Os Republicanos (LR), rejeitou qualquer desistência ou aliança com os socialistas, posição que também foi criticada por outros dirigentes de direita. A postura dos socialistas é interpretada por alguns como uma estratégia que pretende apresentar François Hollande como a melhor barreira contra Marine Le Pen em 2017. "O governo aplica desde já uma estratégia para 2017", afirmou o jornal Libération.

Fracasso de Sarkozy

Sarkozy fracassou na estratégia de frear a FN ao adotar um discurso mais à direita, opinam alguns políticos, inclusive dentro de seu campo. A FN tem possibilidades de vencer no segundo turno na região norte (Nord-Pas de Calais-Picardie), onde Marine Le Pen é candidata, e no sudeste (Provence-Alpes-Côte d'Azur), onde a lista é liderada por sua sobrinha Marion Maréchal-Le Pen.As duas receberam mais de 40% dos votos no primeiro turno e, depois da retirada da listas socialistas, enfrentarão candidatos da direita.

O vice-presidente da FN, Florian Philippot, também está em vantagem na região nordeste (Alsácia-Champagne-Ardène-Lorena), onde o segundo turno terá três candidatos, após a recusa do aspirante socialista de acatar a decisão do partido de retirar seu nome para "bloquear a Frente Nacional".

O debate levou o primeiro-ministro Manuel Valls e outras personalidades do PS a defender o voto no candidato de direita. Valls chamou de "fraude" o discurso da FN, que inclui, por exemplo, o abandono do euro no campo econômico. No entanto, as previsões das pesquisas são incertas.

Marine Le Pen e Marion Marechal-Le Pen perderão o segundo turno das eleições regionais franceses de domingo, segundo várias pesquisas publicadas na França. De acordo com uma pesquisa do Instituto TNS-Sofres, publicada na quarta-feira, o candidato Christian Estrosi, do partido conservador Os Republicanos (LR), vencerá no segundo turno frente a Marion Maréchal-Le Pen, com 54% dos votos frente a 46%. No norte, Xavier Bertrand, também do LR, vencerá Le Pen com 53%, frente a 47%. Outra pesquisa, do Instituto Odoxa, dá a Estrosi 52% dos votos, frente aos 48% da candidata da Frente Nacional.

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