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Terrorista teria se escondido em arbustos após atentados de Paris

Abdelhamid Abaaoud, mentor dos atentados de Paris, viveu quatro dias à beira de uma rodovia como mendigo.
Abdelhamid Abaaoud, mentor dos atentados de Paris, viveu quatro dias à beira de uma rodovia como mendigo. REUTERS

Cinco semanas após os atentados de Paris, os investigadores continuam a juntar as peças de um complexo e macabro quebra-cabeças. Segundo revelações feitas neste domingo (20) pelo jornal francês Le Parisen, o homem considerado como o cérebro dos atentados, Abdelhamid Abaaoud, se escondeu em arbustos na beira da rodovia A86, nos arredores do município de Aubervilliers, no norte da capital francesa.

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Abdelhamid Abaaoud permaneceu no esconderijo durante quatro duas e três noites depois dos ataques, fazendo-se passar por um mendigo. Ele deixou o local no dia 17 de novembro, na companhia de sua prima, Hasna Aït Boulahcen. Ela ajudou a escondê-lo em um apartamento na cidade de Saint-Denis, também na periferia norte de Paris.

Segundo o diário, a polícia recebeu uma denúncia anônima que foi fundamental para encontrar Abaaoud. Em seguida, uma câmera foi colocada perto da rodovia, permitindo seguir os passos do agressor e de Hasna Aït Boulahcen até Saint-Denis. Um dia depois, após uma importante operação policial na madrugada do dia 18 de novembro em um imóvel desta cidade da periferia, Abaaoud e a prima foram abatidos.

Homem que alugou apartamento para Abaaoud também está envolvido

Outra descoberta em Saint-Denis foi em relação a Jawad Bendaoud, proprietário do imóvel onde estava hospedado o mentor dos atentados. De acordo com o Parisien, dez dias antes dos ataques, o homem estava em contato com ao menos um número de celular da Bélgica.

Bendaoud chegou a conversar com a imprensa no dia da operação policial, negando qualquer relação com os terroristas. O vídeo de uma entrevista que concedeu ao canal francês BFM TV viralizou na internet pelo exagerado esforço em convencer a mídia de sua inocência.

Além disso, o jornal explica que Salah Abdeslam, o homem mais procurado da Europa e foragido desde 13 de novembro, teria sido abordado por policiais ao menos três vezes na França, antes de voltar para a Bélgica, onde chegou a ser parado em um controle na fronteira.

"Vamos lá, vamos começar", diz último sms de terrorista 

Le Parisien também revela que os dois grupos de terroristas que agiram na sala de shows Bataclan e nos restaurantes do 10° e 11° distritos da capital francesa no dia 13 de novembro estavam em comunicação com ao menos um interlocutor na Bélgica por meio de seus celulares.

Uma parte da investigação evolui com os dados retirados da memória de um telefone celular deixado pelos terroristas em uma lixeira perto do Bataclan. No aparelho foi encontrada a última mensagem de um dos agressores antes do massacre que deixou 130 mortos e centenas de feridos.

"Vamos lá, vamos começar", diz o sms. De acordo com os investigadores, a mensagem foi enviada às 21h42 do dia 13 de novembro para um número na Bélgica. Logo depois, os ataques se multiplicaram pela capital francesa.

Segundo as autoridades francesas, um outro número de celular na Bélgica recebeu ligações de um dos agressores que participou dos ataques nos restaurantes do 10° e 11° distritos de Paris.

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