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França/Economia

Festas em Paris: segurança máxima e menos turistas devido ao terrorismo

Decorações de Natal da rua Saint Charles, no 15° distrito de Paris, nos arredores da torre Eiffel.
Decorações de Natal da rua Saint Charles, no 15° distrito de Paris, nos arredores da torre Eiffel. REUTERS/Mal Langsdon

Destino preferido de muitos turistas para passar as festas de final de ano, a capital francesa exibe aos visitantes uma imagem bem diferente dos anos anteriores: militares e policiais fortemente armados vigiando monumentos e igrejas para as celebrações natalinas. Alvo do terrorismo, Paris afugentou muitos visitantes, provocando um impacto negativo em um dos setores mais dinâmicos de sua economia: o turismo.

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A iluminação da Champs Elysées, avenida mais famosa do mundo, as decorações sofisticadas nas vitrines das grandes lojas de departamentos, os eventos culturais e as atrações tradicionais da Cidade Luz não têm sido suficientes para evitar a queda no fluxo turístico provocada pelo medo das ameaças terroristas.

Em janeiro, uma série de ataques, que começou com a invasão ao jornal Charlie Hebdo, deixou 17 mortos. Em novembro, os jihadistas espalharam o terror na capital francesa com atentados simultâneos que resultaram em 130 mortos, a maioria na casa de shows Bataclan.

"Depois dos ataques, o movimentado do mês de dezembro não será bom", prevê a direção das Galeries Lafayette. "Não apenas os clientes franceses não aparecem. Muitos estrangeiros se tornaram mais sensíveis ao contexto", disse um dos responsáveis pela tradicional loja de departamentos parisiense, que tem nas vendas do final de ano uma importante fatia de seu faturamento.

A rede hoteleira é outro termômetro da queda vertiginosa de visitantes. Estimativas dos profissionais do setor turístico indicam que houve uma queda de 30% de visitantes chineses e de até 80% de japoneses e americanos. Os famosos "bateaux-mouche", que fazem o passeio de barco pelo rio Sena, registram baixa de 15 a 30% de visitas.

O setor espera que essa queda seja momentânea e as medidas de segurança na cidade possam trazer tranquilidade e atrair a clientela ainda muito assustada pelas ações terroristas.

Igrejas: reforço na segurança

Para as celebrações natalinas na noite desta quarta-feira e durante o dia de Natal, as autoridades determinaram uma proteção reforçada das igrejas.

O ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, insiste que a ameaça terrorista continua alta no país e uma ação em um local de culto teria "forte efeito simbólico".

A França tem cerca de 45 mil igrejas católicas, 4 mil templos protestantes e 150 locais de cultos ortodoxos. As autoridades católicas do país não esperam uma queda do número de fiéis nas celebrações. "Haverá muita gente para o Natal, talvez ainda mais em função do que estamos vivendo", prevê o porta-voz dos bispos franceses, Olivier Ribadeau-Dumas.

Bélgica indicia mais um envolvido com atentados de Paris

A Bélgica indiciou nesta quinta-feira (24) um nono suspeito de estar ligado aos atentados de 13 de novembro em Paris. O homem preso pela polícia belga teria mantido contatos telefônicos com a prima do suposto organizador dos atentados, Abdelhamid Abaaoud.

As ligações ocorreram entre o momento dos ataques, que deixaram 130 mortos, e a operação policial que matou Abaaoud e sua prima em Saint Denis, cinco dias depois. O homem se chama Abdullah, nasceu em 1985 e tem nacionalidade belga, segundo a procuradoria belga. Ele é a nona pessoa indiciada na Bélgica como parte da investigação sobre os atentados de Paris.

Os últimos indiciamentos haviam ocorrido no início do mês de dezembro. O anúncio de hoje demonstra que investigação sobre os atentados de Paris prossegue de forma intensa tanto na França quanto na Bélgica.
 

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