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Taxa de natalidade na França atinge o pior índice desde o fim da Segunda Guerra

Capas do jornais franceses desta quarta-feira, 20 de janeiro de 2016.
Capas do jornais franceses desta quarta-feira, 20 de janeiro de 2016.

Os jornais franceses desta quarta-feira (20) analisam os dados populacionais da França, divulgado ontem (19) pelo INSEE, o Instituto Nacional de Estatística do país. Cada um dos jornais aborda de maneira diferente as tendências reveladas pela pesquisa. Le Figaro destaca a "queda preocupante da natalidade" e Le Parisien a taxa de mortalidade que "atingiu um nível recorde em 2015".

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Segundo os dados do INSEE, a França tem 66,6 milhões de habitantes. O país registrou a menor taxa de natalidade desde 1999. No ano passado, 800 mil bebês nasceram no país, o que representa uma proporção de 1,9 filhos por mulher. Em 2014, a taxa era de 2 crianças.

Le Figaro explica os motivos dessa queda preocupante. Para o jornal, o país, campeão europeu de natalidade, viu sua taxa de natalidade cair abaixo do índice simbólico de dois filhos por mulher. A culpa, segundo o diário conservador, é da reforma na política familiar promovida pelo governo de François Hollande desde 2012. Com menos benefícios, os franceses tem cada dia menos filhos.

Em seu editorial, o jornal afirma que "a família francesa, que ainda acreditava no futuro, foi sacrificada". Mas a crise e o desemprego também podem ser responsáveis pela queda da natalidade, pondera Le Figaro.

Aumento da mortalidade e diminuição da esperança de vida

O estudo demográfico do INSEE também apontou um forte aumento do número de óbitos. Em 2015, 600 mil pessoas morreram. O dado representa um aumento suplementar de 41 óbitos em relação a 2014 e é um recorde desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Por que a mortalidade atingiu esse nível? questiona Le Parisien. A epidemia de gripe e a onda de calor no ano passado são os principais responsáveis, aponta o diário. A população envelhece e começa a ficar mais frágil. Até o número de mortos nas estradas do país voltou a aumentar no ano passado.

Consequência desses tristes recordes, a esperança de vida no país recua, lamenta Le Parisien. No ano passado, uma mulher ao nascer passou a ter 85 de esperança de vida e um homem 78,9, isto é, uma diminuição média de mais de um trimestre em relação ao ano passado.
 

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