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França/ imigração

Dos 300 menores desacompanhados em Calais, mais novo tem só 7 anos

Entidades exigem que direitos das crianças sejam respeitados em Calais.
Entidades exigem que direitos das crianças sejam respeitados em Calais. REUTERS/Pascal Rossignol

Na semana em que o possível desmantelamento parcial do campo de refugiados de Calais, no norte da França, causa polêmica no país, entidades de proteção infantil alertam para a situação das crianças isoladas que se encontram no local. A Defensoria das Crianças afirma que mais de 300 menores vivem no acampamento em condições precárias – e o mais novo tem apenas 7 anos.

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A diretora da defensoria, Geneviève Avenard, pediu a criação “emergencial de um dispositivo de acolhimento das crianças”. No total, considerando-se toda a “selva” de Calais, foram contadas 326 crianças e adolescentes, dos quais 80% têm entre 15 e 18 anos. “O restante são crianças isoladas, sem família, que foram integradas em grupos de migrantes”, explica Avenard, ao jornal Le Parisien. “As condições de vida delas não são nem dignas, nem decentes. A realidade é muito pior do que se poderia imaginar”, disse.

Tratam-se de menores cujos familiares morreram ou que foram enviados pelos parentes para a Europa para tentar um futuro melhor. Jacques Toubon, diretor-adjunto da Defensoria dos Direitos, ressalta que o cuidado com as crianças deve ser especial – elas não podem simplesmente ser colocadas em abrigos, como os demais migrantes. “É preciso estabelecer categorias de crianças, analisar cada caso”, sustenta.

Tourbon solicitou um relatório à Defensoria das Crianças para verificar se o Estado francês “está cumprindo as suas obrigações em relação às crianças em situação de risco em Calais” e se elas “têm pleno acesso aos direitos e ao procedimento de pedido de asilo”, conforme um comunicado publicado na sexta-feira (19). Uma das missões da entidade será facilitar o reencontro desses menores com as suas famílias, que, em geral, se encontram no Reino Unido.

Ator britânico Jude Law se sensibiliza

No último final de semana, a causa levou o ator britânico Jude Law a visitar o acampamento em Calais para chamar atenção sobre o problema. “É chocante constatar que, tão perto de Paris e Londres, pessoas e, principalmente, centenas de crianças não acompanhadas vivem em uma situação tão assustadora”, declarou o ator.

No início de fevereiro, o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados denunciou as “condições alarmantes e muito insalubres” nas quais vivem os menores no acampamento na cidade francesa. Cerca de 3 mil migrantes vivem em barracas improvisadas na periferia da Calais, à espera de uma oportunidade para cruzar o Canal da Mancha e chegar à Inglaterra.
 

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