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França/matadouro

Justiça francesa fecha abatedouro que torturava animais

(Foto: Divulgação)

Depois da divulgação das imagens de maus-tratos contra animais em um matadouro francês orgânico em Vigan, no sudeste do país, a Justiça francesa determinou o fechamento do local nesta terça-feira (23) durante a investigação.

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As cenas filmadas pela associação L214 e publicadas em seu site chocaram a opinião pública francesa. Nelas, os funcionários do estabelecimento sangram animais ainda conscientes, os jogam contra as grades, e parecem se divertir na hora do abate.

Em um comunicado, o ministro da Agricultura francês, Stéphane Le Foll, disse condenar “as práticas intoleráveis”, e pediu a abertura de um inquérito para avaliar os respeitos às normas sanitárias e veterinárias. Em novembro de 2015, o governo francês pediu aos secretários de Segurança Pública do país a adoção de políticas para garantir a prevenção dos maus-tratos.

A lei francesa prevê que os animais, hoje considerados como seres sensíveis, sejam poupados de sofrimento na hora da morte. A regra é aplicar uma injeção para anestesiá-los e estejam inconscientes no momento do abate. Caso seja necessário, uma segunda dose deve ser administrada.

“Crio meus porcos com amor”, diz agricultor

As cenas reveladas nesta terça-feira (23) chocaram uma categoria até então esquecida na polêmica: os criadores dos animais. “As imagens mostram pessoas desequilibradas. O Estado deve controlar as práticas nos abatedouros. Não criamos os animais para que depois eles sejam maltratados”, disse o criador Luc Hincelin, membro da Câmara de Agricultura no Gard, ao jornal francês 20 Minutes.

“Estou satisfeito que tudo isso tenha sido denunciado”, acrescenta Frédéric Gros, criador de porcos em Vigan. “Prefiro que ele seja fechado. Meus porcos, eu crio com amor. Não quero que sejam maltratados”.

Ele propõe a criação um selo, e a instalação de câmeras de segurança. Os agricultores alertam, entretanto, para o risco da divulgação do vídeo para o setor. “É uma falha humana, inadmissível, que deve ser punida. Mas não fechamos um hospital porque um médico não trabalha direito. Ele deve ser substituído”.
 

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