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Terrorismo

França reforça segurança após atentados em Bruxelas

O ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve.
O ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve. REUTERS/Charles Platiau

Poucas horas depois dos atentados em Bruxelas, o presidente da França convocou uma reunião de emergência no Palácio do Eliseu nesta terça-feira (22) com o primeiro-ministro Manuel Valls, ministros e serviços responsáveis pela segurança do país. "França e Bélgica estão unidas no terror que atinge toda a Europa", declarou Hollande.

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Diante da ameaça terrorista "extremamente elevada" em solo francês, o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, anunciou um reforço nas medidas de segurança nas fronteiras do país e também na rede pública de transporte.

Mais 1.600 policiais, militares e agentes à paisana serão mobilizados para reforçar pontos sensíveis e de forte fluxo nas principais cidades do país, no ^mabito da operação Sentinela. Eles irão controlar as diferentes fronteiras e também toda a infraestrutura dos transportes aéreos, marítimos e ferroviário. Os aeroportos Charles de Gaulle, o maior da França, e o de Orly, na periferia sul da capital francesa, estão com um dispositivo excepcional de segurança.

Autoridades municipais e representantes do Estado também receberam autorização para reforçar a segurança em locais públicos. Durante o dia, em Paris, serão adotados pontos de controle em locais considerados sensíveis e de grande movimento. Os policiais podem pedir documentos e revistar pessoas nos acessos à rede pública de transporte.

França tem 15 mil homens envolvidos na segurança de pontos sensíveis

Desde os atentados que deixaram 147 mortos entre janeiro e novembro de 2015, o Exército francês mobiliza entre 7 mil e 10 mil homens em permanência, em todo o território nacional. Após os atentados de 13 de novembro, outros 5 mil policiais e gendarmes fazem o policiamento das fronteiras, segundo o governo francês.

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, expressou sua solidariedade e compaixão com as vítimas e com a Bélgica. Valls lembrou que a Europa sofre há vários meses com esses "atos de guerra".

A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, anunciou uma homenagem às vítimas no final da tarde em frente à prefeitura e as cores da bandeira belga − preta, amarela e vermelha − irão ser projetadas esta noite na Torre Eiffel.

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