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França/Cinema

Panama Papers revela envolvimento próximos de Le Pen em esquema de corrupção

Próximos de Marine Le Pen retiraram mais de € 300 mil do país após derrota da candidata nas presidenciais.
Próximos de Marine Le Pen retiraram mais de € 300 mil do país após derrota da candidata nas presidenciais. REUTERS/Alessandro Garofalo

Uma das principais surpresas da investigação Panama Papers na França foi o envolvimento de próximos de Marine Le Pen e seu pai Jean-Marie, líderes da extrema-direita francesa, no esquema de evasão fiscal. O partido Frente Nacional (FN) sempre defendeu a luta contra a corrupção.

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Em reportagem publicada no jornal Le Monde que chegou às bancas na tarde desta terça-feira (5), o vespertino, que fazia parte do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ na sigla em inglês), revela que personalidades próximas da extrema-direita francesa criaram empresas em paraísos fiscais. Com base em documentos procedentes do escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca, o jornal ressalta o papel do analista contábil Nicolas Crochet e do empresário Frédéric Chatillon, diretor da empresa Riwal, que presta serviços de comunicação para candidatos da FN.

De acordo com o Le Monde, "em 2012, imediatamente depois da eleição presidencial, Chatillon se organizou, com o apoio de Crochet, para retirar € 316 mil da Riwal e do território francês". Na ocasião, foi montado um complexo dispositivo, que contava com a aquisição, por meio da Mossack Fonseca, de uma empresa de fachada com sede em Hong Kong, chamada Time Dragon, cuja matriz fica nas Ilhas Virgens britânicas. O sistema inclui ainda uma sociedade de Hong Kong, Ever Harvest Garments, pertencente ao irmão de Crochet.

Chatillon afirmou na segunda-feira à noite que colocou "à disposição dos jornalistas os documentos que provam a perfeita legalidade das operações". Em comunicado, a direção do partido Frente Nacional declarou que “não está envolvido no caso".

Mordomo de Jean-Marie Le Pen fazia parte do esquema

O mordomo de Jean-Marie Le Pen, Gérald Gérin, também reconheceu ser o proprietário de uma empresa offshore registrada pelo escritório de advocacia panamenho. A companhia provavelmente serviu para dissimular a fortuna de Le Pen, diz Le Monde.

O ex-chefe do FN não comentou o envolvimento de seu funcionário, mas declarou, via sua conta no Twitter, que a revelação do envolvimento do partido no escândalo serve apenas para esconder as irregularidades fiscais de membros do partido socialista francês.

Durante anos Marine Le Pen, que dirige atualmente o FN, denunciou “o poder de destruição das finanças globalizadas”, lembra Le Monde. O partido também construiu sua trajetória valorizando o fato de que nunca se envolveu em escândalos de corrupção.

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