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Panama Papers

Empresa do ex-diretor do FMI, Strauss-Kahn, é citada no Panama Papers

O ex-diretor do FMI, Dominique Strauss-Kahn, em imagem de arquivo.
O ex-diretor do FMI, Dominique Strauss-Kahn, em imagem de arquivo. Reuters/Gonzalo Fuentes

O fundo de investimentos de Luxemburgo LSK, presidido até outubro de 2014 pelo ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, criou 31 empresas em paraísos fiscais. A revelação foi feita nesta quarta-feira (6) pelo jornal francês Le Monde, como parte da investigação sobre os Panama Papers.

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Segundo o jornal, que teve acesso a documentos do escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca, o LSK ajudou os clientes a criar e administrar offshores nas Seychelles, nas Ilhas Virgens britânicas, Panamá e Hong Kong, através de uma filial chamada Assya Asset Management Luxembourg (AAML).

"A maioria [das empresas] serviu para abrir contas bancárias na Suíça, Luxemburgo, Panamá ou Hong Kong, um sistema utilizado com frequência para dissimular a identidade real dos beneficiários dos fundos", afirma o jornal.

Le Monde recorda que o LSK, atualmente em falido, exercia a atividade em paraísos fiscais antes da chegada à presidência de Dominique Strauss-Kahn, em outubro de 2013. O nome do ex-diretor do FMI já aparecia em várias denúncias de antigos acionistas do fundo que alegam não terem sido informados sobre a situação real do LSK.

Contactada pelo diário, a assessoria de Strauss-Kahn afirmou que ele "não estava envolvido na gestão diária dos fundos, menos ainda nas atividades de gestão de fortuna".

Escândalos sexuais

Esse não é o primeiro escândalo em que Strauss-Kahn se envolve. Ministro das Finanças no final dos anos 1990 e possível candidato do Partido Socialista para a presidência da França em 2012, sua carreira foi abalada em maio de 2011 ao ser acusado de ter estuprado uma camareira de um hotel em Nova York.

No mesmo ano ele também foi acusado de ter participado de orgias sexuais com prostitutas, organizadas por amigos em várias cidades, como Lille e Washington, onde fica a sede do FMI. Em 2015, no entanto, a justiça francesa absolveu Strauss-Kahn do crime de proxenetismo.

Hollande pede ajuda de países para combater a evasão fiscal

O presidente francês, François Hollande, pediu nesta quarta-feira um reforço na cooperação internacional para lutar contra a evasão fiscal. Segundo seu porta-voz, as revelações do escândalo do Panama Papers confirmam o compromisso adotado pela França há quatro anos na luta contra fraude, a otimização fiscal e a lavagem de dinheiro.

Na terça-feira (5) a França colocou o Panamá na lista de paraísos fiscais e fez um apelo para que todos os países que compõem a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Ecônomico (OCDE) façam o mesmo. Segundo o ministro francês das Finanças, Michel Sapin, Paris não teme eventuais represálias econômicas do país latino-americano.

França no Panama Papers

Várias personalidades e empresas da França têm seus nomes envolvidos no escândalo. Segundo o jornal Le Monde, colaboradores próximos da líder do partido de extrema-direita Frente Nacional, Marine Le Pen, e de seu pai, Jean-Marie Le Pen, usaram um sofisticado esquema com empresas offshore em vários países para escapar do Fisco francês.

O francês Michel Platini, ex-presidente da Uefa, também é mencionado pelo suposto uso da Mossack Fonseca para administrar empresas em paraísos fiscais.

Já o banco Société Génerale, um dos maiores do país, criou quase mil empresas offshore a partir se sua filial em Luxemburgo.

(Com informações da AFP)

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