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Igreja católica da França anuncia medidas para lutar contra pedofilia

O monsenhor Georges Pontier, presidente da Conferência Episcopal francesa, espera que todos os caso de pedofilia na igreja, inclusive os mais antigos, sejam esclarecidos.
O monsenhor Georges Pontier, presidente da Conferência Episcopal francesa, espera que todos os caso de pedofilia na igreja, inclusive os mais antigos, sejam esclarecidos. BERTRAND GUAY / AFP

A igreja católica francesa anunciou nesta terça-feira (12) uma série de medidas para combater a pedofilia. As autoridades religiosas também se comprometeram a esclarecer completamente todos os casos de agressões sexuais envolvendo menores, inclusive os mais antigos, após as polêmicas geradas pelas falhas na gestão das denúncias pela hierarquia eclesiástica.

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O presidente da Conferência Episcopal francesa, monsenhor Georges Pontier, anunciou a criação de um dispositivo, em cada diocese, para receber e ouvir as vítimas. Segundo ele, uma "Comissão nacional independente" também será estabelecida. O grupo será formado por antigos magistrados, médicos e psicólogos, e terá como objetivo aconselhar os bispos na hora de avaliar as situações dos padres que tenham cometido agressões.

"Na história da diocese continuam existindo alguns casos, inclusive alguns mais antigos, que devem ser esclarecidos. Nos comprometemos a realizar esse trabalho, como fizemos com os casos que chegam ao nosso conhecimento, especialmente por meio das vítimas", disse Pontier.

Arcebispo de Lyon confessou agressões sexuais

A decisão foi tomada após as denúncias de que vários casos de pedofilia envolvendo autoridades religiosas não haviam sido revelados pelas autoridades da igreja. A clima na instituição piorou após as acusações contra o cardeal Philippe Barbarin, arcebispo de Lyon, alvo de uma investigação judicial por não denunciar crimes sexuais envolvendo sacerdotes.

Um dos episódios mais polêmicos envolve o padre Bernard Preynat, condenado em janeiro de 2016 após ter reconhecido ser o autor de várias agressões cometidas contra escoteiros entre 1986 e 1991. O cardeal Barbarin teria sido informado em 2007, mas não denunciou o colega. O arcebispo de Lyon afirmou, em meados de março, que nunca acobertou nenhum ato de pedofilia e que, quando soube dos incidentes, os casos já haviam prescrito.

Os responsáveis do episcopado afirmaram que, embora os crimes tenham sido cometidos há muito tempo, "não há prescrição moral" da pedofilia em uma instituição que deve se comportar de forma exemplar.

Declarações contraditórias

Apesar dos esforços da igreja francesa, nem todos seguem a política de tolerância zero preconizada pelo Vaticano sobre o tema. No início do mês, o bispo Stanislas Lalanne declarou que a pedofilia é um mal, mas que não sabia dizer se é um pecado. Poucos dias depois ele se viu obrigado a pedir perdão, sob as pressões da opinião pública e a pedido da ministra francesa de Educação, Najat Vallaud-Belkacem, para que dissipasse qualquer ambiguidade a respeito do assunto.

(Com informações da AFP)

 

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