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Refugiados

Autoridades desmantelam vasto acampamento de migrantes em Paris

Imigrantes sendo evacuados por policiais franceses de um acampamento improvisado sob a estação de metrô Stalingrad, em Paris.
Imigrantes sendo evacuados por policiais franceses de um acampamento improvisado sob a estação de metrô Stalingrad, em Paris. Geoffroy Van der Hasselt / AFP

Autoridades franceses desmantelaram na manhã desta segunda-feira (2), sem incidentes, um imenso acampamento de imigrantes formado nas últimas semanas perto da estação de metrô Stalingrad, na zona norte de Paris. Ao todo, mais de 1.600 pessoas foram transferidas para abrigos públicos.

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No domingo, quando a polícia visitou o local para preparar a operação, policiais estimaram que havia entre 500 e 700 pessoas dormindo nas barracas e colchões amontoados sob a linha do metrô. A maior parte eram homens jovens, originários do Afeganistão e do Sudão. No balanço final, 1.619 migrantes foram levados para abrigos do Estado em várias regiões do país.

Essa diferença se explica pela divulgação por boca a boca. Quando migrantes de outras áreas da cidade tomam conhecimento de que está em curso uma operação de remoção para locais mais seguros, pessoas aparecem de última hora para aproveitar a oferta de alojamento.  

Alguns migrantes ficaram satisfeitos com a decisão das autoridades, alegando que dormir no local estava cada vez mais difícil por causa das brigas noturnas. Outros reclamaram de ter de deixar a capital, onde há mais oportunidades de trabalho.

'França não é terra de bagunça', diz autoridade

Esta é a terceira vez em dois meses que o acampamento sob a linha 2 do metrô parisiense é evacuado pelas autoridades. Moradores e lojistas da região reclamam do lixo, do barulho, mas também ficam revoltados com as condições insalubres de sobrevivência dos migrantes. A miséria extrema alarma os parisienses.

O responsável pela segurança pública da região Ile de France, Jean-François Carenco, responsável pela capital, acompanhou o trabalho policial e o embarque dos migrantes em ônibus fretados. O oficial disse que eles deverão pedir asilo nos centros de acolhimento instalados pelo governo e caso se comportem mal, serão expulsos do país. "A França não é uma terra de bagunça e de desrespeito à lei", disse Carenco.

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