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França/Crise

França: prisões e violência em protestos contra reforma de lei trabalhista

Jovem é preso durante protestos em Nantes em 26 de maio de 2016
Jovem é preso durante protestos em Nantes em 26 de maio de 2016 REUTERS/Stephane Mahe

Além da paralisação em diversos setores, este oitavo dia de passeatas contra a reforma da lei trabalhista, organizado por sete sindicatos, registrou conflitos em várias cidades do país. Civis e policiais ficaram feridos e dezenas foram detidos.

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Gás lacrimogênio, quebra-quebra, prisões, vitrines e lojas atacadas. Foi com violência que terminaram os protestos em diversas cidades da França. Cerca de 153.000 pessoas desfilaram nas ruas ( 300.000 segundo os sindicatos) e houve 77 detenções, segundo as autoridades. Quinze policiais ficaram feridos em confrontos.

Em Paris, jovens mascarados foram detidos por lançar pedras e agredir policiais, segundo as autoridades; foi necessário o uso de gás lacrimogênio. Os grupos, que reivindicam uma violência de cunho político, quebraram a vitrine de uma concessionária de automóveis, escrevendo com tintas mensagens contra a polícia. Um supermercado também foi danificado e numerosas vitrines de lojas destruídas, além de um abrigo de ônibus e uma estação de bicicletas Velib'.

Confrontos ocorreram em outras cidades da França

No sudoeste, em Bordeaux, no sudoeste, cerca de 300 manifestantes atacaram uma delegacia atirando projéteis contra a fachada do prédio. Carros de polícia foram danificados e vidros foram quebrados. Uma mulher que estava saindo depois de dar uma queixa ficou levemente ferida. Em Toulouse, houve 5 detenções.

No oeste, Nantes teve violentos incidentes na praça central da cidade. Os vidros da entrada do jornal Ouest-France foram quebrados e dois bancos foram saqueados. Três foram presos. Em Caen, um jovem que estava caído no chão foi espancado por um policial; a cena foi filmada e passou na televisão local. Em Dijon também foi usado gás lacrimogênio para dispersar a multidão.

Em Lyon, no sudeste, manifestantes jogaram tinta amarela na fachada de um banco e em um grupo de policiais que vigiava os protestos.

Em Amiens, no norte, a estação de trem foi bloqueada por opositores à reforma da lei e pneus foram queimados nas ruas.

A imprensa francesa acredita que os protestos podem levar o governo a rever o texto da lei, que vai ser analisado em um segundo debate na Assembleia.

 

 

 

 

French police apprehend a man during a demonstration to protest the government's proposed labour law reforms in Nantes, France, May 26, 2016. REUTERS/Stephane Mahe

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