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'Salve-se quem puder', diz jornal Libération sobre enchentes na França

A região de Loiret recebeu, em três dias, a precipitação equivalente a um mês e meio. O castelo de Chambord foi fechado ao público depois de ser cercado pelas águas.
A região de Loiret recebeu, em três dias, a precipitação equivalente a um mês e meio. O castelo de Chambord foi fechado ao público depois de ser cercado pelas águas. GUILLAUME SOUVANT / AFP

A imprensa francesa dá amplo destaque nesta sexta-feira (3) às inundações que atingem o país. A manchete do Libération é "Salve-se quem puder". O título que aparece sobre a imagem de uma rua na localidade de Nemours, a 213 km de Paris, invadida pelas águas. Diante de uma catástrofe natural como esta, as imagens dizem mais do que palavras.

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A fotografia de primeira página do jornal Le Parisien mostra uma coluna de caminhões do Exército francês trafegando pela rodovia A10, que liga a região parisiense ao centro-oeste do país, com a água cobrindo os pneus. A estrada se transformou num riacho. Em alguns pontos, os alagamentos chegaram a 1,30 metro de altura. A rodovia permanece interditada desde quarta-feira. Os militares foram acionados para prestar socorro a vítimas que ficaram isoladas pelo transbordamento de rios. Em testemunhos ao jornal, os desabrigados contam o desespero que passaram até o socorro chegar.

Em seu editorial, o Le Parisien diz que "a sete dias da estreia da Eurocopa de futebol, a França está com muito azar". Além da onda de greves que agita o país e o medo de novos ataques terroristas, contra uma catástrofe natural não há o que fazer, constata o Parisien.

Le Figaro também exibe em primeira página a imagem de bombeiros navegando em um barco inflável durante uma operação de resgate a vítimas das enchentes. O jornal faz um balanço dos estragos na região turística do Vale do Loire. "Vários castelos foram alagados com danos irreparáveis a obras de arte. O castelo de Chambord sofreu uma pane no circuito elétrico. Já o castelo Renascença, um dos mais conhecidos do Vale do Loire, teve seus jardins do século XIX devastado", relata o Figaro. O local havia passado recentemente por uma restauração. 

Em Paris, as autoridades colocaram 50 mil placas de paralelepípedo para proteger as entradas das estações de metrô e postos de transmissão de energia.

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