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França/ protestos

Greve de lixeiros deixa ruas de Paris imundas e espanta turistas

Em frente ao famoso Café de Flore, o lixo se amontoa por causa da greve dos lixeiros na capital francesa.
Em frente ao famoso Café de Flore, o lixo se amontoa por causa da greve dos lixeiros na capital francesa. REUTERS/Charles Platiau TPX IMAGES OF THE DAY

As ruas de Paris andam menos charmosas. Na véspera do início do maior evento que vai acontecer neste ano na França, a Euro 2016, uma greve dos lixeiros está fazendo os sacos de lixo se acumularem pelas calçadas, inclusive diante de endereços famosos da capital francesa. Os donos de cafés e restaurantes indicam que a clientela começa a fugir do mau cheiro e da presença desagradável dos detritos espalhados na rua.

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Os garis protestam contra o projeto de reforma trabalhista proposta pelo presidente François Hollande. A paralisação começou há 10 dias, com consequências que pioram a cada dia. Nesta quinta-feira (9), os profissionais decidiram continuar a mobilização até o dia 14 de junho, quando novos protestos devem ocorrer em toda a França.

Em algumas ruas, as calçadas chegam a estar tomadas pelo lixo. Em frente ao famoso Café de Flore, no Boulevard Saint-Germain, as mesas instaladas na rua ficaram escondidas atrás da montanha de sacolas.

Bruno Julliard, prefeito-adjunto de Paris, se disse “muito preocupado com a falta de limpeza em alguns bairros” da cidade, que se recupera das enchentes que causaram a cheia do rio Sena. “A descida do nível do Sena impõe uma vigilância sanitária extra”, ressaltou Julliard. “Além disso, tem a questão da imagem do nosso país, da nossa capital. As pessoas começam a cansar [das greves]”, afirmou.

Reclamações nas redes sociais

Nas redes sociais, os franceses reclamam da sujeira, mostrando a situação nos seus bairros, com uma ponta de ironia. “Isso é Paris!”, diz um.

“Faça a mais bela foto de lixo em Paris”, convida outro.

“Uma época formidável! Paris está submersa pelo seu lixo”, comentou outro.

A administração municipal tenta negociar com o sindicato CGT uma saída para a crise, garantiu o prefeito-adjunto. O problema, explicou, é que as reivindicações sindicais são nacionais, e não podem ser decididas isoladamente pelos lixeiros de Paris.

Desde o ano passado, com os atentados de janeiro e depois novembro, Paris sofreu uma brusca queda do número de turistas que visitam a cidade. Os protestos, greves e agora a sujeira da capital pioram a situação.

Greve dos lixeiros no centro de Paris, rue des Petits Champs.
Greve dos lixeiros no centro de Paris, rue des Petits Champs. DOMINIQUE FAGET / AFP

 

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