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França/Protestos

França se prepara para manifestação nacional contra reforma trabalhista

Milhares de pessoas já haviam participado dos protestos organizados pelos sindicatos no mês de maio.
Milhares de pessoas já haviam participado dos protestos organizados pelos sindicatos no mês de maio. CHARLY TRIBALLEAU / AFP

Os sindicatos franceses convocaram mais uma jornada de manifestações contra a reforma trabalhista nesta terça-feira (14). Além de passeatas nas ruas, perturbações são previstas no espaço aéreo e no transporte ferroviário. Manifestantes identificados como arruaceiros foram proibidos pela polícia de participar do protesto.

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Philippe Martinez, secretário-geral da CGT, um dos principais sindicatos franceses, promete uma grande manifestação popular contra a reforma trabalhista. “Vamos fazer uma demonstração de mobilização inédita”, afirma. A polícia prevê que “dezenas de milhares de manifestantes” saiam às ruas.

A companhia aérea Air France informou que mais de 20% de seus voos devem registrar perturbações nesta terça-feira. Já a companhia francesa de transporte ferroviário (SNCF na sigla em francês), prevê que um terço de seus maquinistas devem cruzar os braços.

Os sindicatos protestam contra um ambicioso projeto de reforma trabalhista lançado pelo governo socialista, que tem como meta principal tentar reduzir o desemprego no país. No entanto, as mudanças apresentas tocam em alguns pontos polêmicos para a esquerda e para os sindicatos, como a duração da carga semanal de trabalho de 35 horas e a flexibilização da demissão por razões econômicas.

Se por um lado os empregadores defendem a reforma e argumentam que a atual legislação protege demais os funcionários, o que inibe as contratações, os críticos do projeto estimam que algumas das medidas do texto, como a instauração de um teto das indenizações para as demissões, são retrocessos sociais que, não necessariamente, resultariam em criação de mais postos de trabalho.

Decreto proíbe manifestantes de protestar

Segundo Michel Cadot, responsável pela polícia de Paris, “cerca de 130 pessoas”, que já haviam sido detidas temporariamente após tumultos em protestos anteriores contra a reforma trabalhista, foram proibidas, por meio de decreto, de manifestar nesta terça-feira. “Mas isso não impede que outros arruaceiros cometam atos violentos”, afirmou Cadot durante uma entrevista coletiva.

O decreto entra em vigor meio-dia (7h em Brasília) e é valido em todo o percurso e perímetro da passeata, que deve sair da praça d’Italie, no leste de Paris, e avançar até os Invalides, no oeste da cidade, em um trajeto de 5,5 km. “Essas medidas foram tomadas respeitando a aplicação restrita da jurisprudência do tribunal administrativo de Paris”, explicou Cadot.

Um esquema de segurança reforçado é previsto para as ruas da capital, contando inclusive com um sistema de revistas dos manifestantes. Os carros estacionados no percurso da marcha também serão retirados do caminho para evitar atos de vandalismo, com os registrados nos protestos anteriores. “Essa vai ser uma jornada de forte mobilização”, declarou o chefe da polícia.
 

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