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Terrorismo/Tortura/França

Tortura é mais aceita entre os franceses após os atentados de 2015

Soldados franceses garantem a segurança nas ruas de Paris durante os jogos da Eurocopa.
Soldados franceses garantem a segurança nas ruas de Paris durante os jogos da Eurocopa. REUTERS/Philippe Wojazer

Após os atentados extremistas de 2015 na França, a maioria dos franceses aceita a utilização da tortura por parte das forças de segurança, segundo uma pesquisa de uma associação que luta contra esta prática.

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"Suspeitávamos que havia uma aceitação cada vez maior da tortura no contexto do auge do terrorismo, mas não nos dávamos conta de que a evolução era tão dramática", comentou Jean-Etienne de Linares, delegado-geral da Ação dos Cristãos para a Abolição da Tortura (Acat).

Segundo o relatório anual da Acat, 54% dos franceses perguntados consideram justo que um policial aplique descargas elétricas em um suspeito de colocar bomba para fazê-lo falar. Em 2000, somente 34% concordava com isso, segundo pesquisa da CSA para a Anistia Internacional.

Para 36% das pessoas interrogadas, aceita-se "em alguns casos" a utilização da tortura, o que supõe um aumento de 11 pontos em comparação com a pesquisa da Anistia Internacional em 2000.

Aumento da tolerância está ligada ao desconhecimento

A evolução de uma tolerância crescente a respeito da prática da tortura do Estado por parte da opinião pública francesa é acompanhada por um desconhecimento do fenômeno da tortura, de acordo com a entidade.

A tortura não permite, segundo a Acat, obter informações confiáveis, e sim fazer com que os regimes autoritários aterrorizem seus opositores.

A Acat também observou o desenvolvimento na última década de um fenômeno novo: a tortura usada contra os migrantes por grupos criminais com o objetivo de cobrar resgates, especialmente no Sinai egípcio e na Líbia, mas também no México com os migrantes da América Latina como alvos.
 

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