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França/liquidação

Liquidação de verão começa na França

A liquidação tradicional na França só acontece duas vezes ao ano no inverno e no verão.
A liquidação tradicional na França só acontece duas vezes ao ano no inverno e no verão. REUTERS/Vincent Kessler

Foi dada a largada nesta quarta-feira (22) para os "soldes", a famosa liquidação de verão da França, que vai durar seis semanas. Muitas peças já podem ser encontradas há alguns dias com 30% ou 40% de desconto, já que o mau tempo provocou a queda das vendas na primavera.

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Os comerciantes esperam que o sol e a chegada do verão inspirem os consumidores. “Difícil ter vontade de comprar vestidos curtos com o mau tempo que tivemos na primavera e as ameaças de atentados”, disse o presidente da Federação do prêt-à-porter feminino, Daniel Wertel.

A tradicional liquidação, entretanto, ainda tem seus clientes fiéis: na manhã desta quarta-feira, centenas deles faziam fila na porta das Galeria Lafayette e Printemps, no boulevard Haussmann. Entre eles, muitos turistas asiáticos, que nos últimos tempos desertaram Paris desde os atentados de 13 de novembro, temendo novos ataques.

Ministro da Economia encontra lojistas

O ministro da Economia francês, Emmanuel Macron, veio ao encontro dos comerciantes e clientes em Paris para motivar as vendas. Mas os lojistas parecem divididos. Muitos acreditam que o clima de verão pode influenciar os clientes, mas outros estão convencidos de que as promoções permanentes descaracterizaram a liquidação.

É o caso de Marie Schott, diretora da marca de lingerie Etam. “Tem muita gente nas ruas, mas muitos já fizeram suas compras nas últimas semanas. Vamos precisar lutar até o fim para atrair clientes”, declara. O diretor da União do Comércio do Centro, Claude Boulle, tem uma outra opinião. Para ele, depois de um trimestre negativo, com queda de até 30% em alguns setores, "as coisas só podem melhorar".

Maioria dos franceses devem participar dos "soldes"

Para o ministro da Economia, a liquidação continua sendo um momento importante para o comércio na França. “Os comerciantes esperam muito depois de uma estação difícil, marcada por movimentos sociais e o mau tempo”, diz Macron. Neste ano, 77,4% dos franceses devem participar da liquidação, uma queda de 1,4 ponto de acordo com uma pesquisa do Instituto Toluna.
 

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