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França/Terrorismo

Grupo EI reivindica atentado que matou padre na França

Policial em frente à prefeitura de Saint-Etienne-du-Rouvray, nesta terça-feira 26 de julho de 2016.
Policial em frente à prefeitura de Saint-Etienne-du-Rouvray, nesta terça-feira 26 de julho de 2016. REUTERS/Pascal Rossignol

O grupo Estado Islâmico (EI) reivindicou na tarde desta terça-feira (26) o atentado contra a igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray, na Normandia. No ataque, realizado nesta manhã por dois homens armados com facas, o padre da paróquia foi decapitado. O presidente François Hollande visitou o local e condenou “um atentado hediondo”, cometido por combatentes do EI. Os terroristas, que eram conhecidos dos serviços franceses, foram mortos pela polícia.

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A agência Amaq, ligada à organização jihadista, publicou um comunicado na internet dizendo que os agressores “obedeceram ao chamado para atacar países da coalizão dos cruzados”, em alusão aos cristãos. A justiça antiterrorista abriu uma investigação sobre o caso.

Os dois homens armados com facas invadiram a igreja católica de Saint-Etienne-du-Rouvray, na região metropolitana de Rouen, a 140 quilômetros ao noroeste de Paris, no momento da missa matinal. Eles mantiveram o padre, duas religiosas e dois fiéis como reféns durante várias horas.

Uma freira conseguiu alertar a polícia, que cercou o local e matou os agressores. Ao vistoriar a igreja, os policiais encontraram o padre morto e um refém gravemente ferido. Três reféns foram libertados sãos e salvos. A vítima fatal, Jacques Hamel, tinha 84 anos. O local foi vasculhado, mas não havia explosivos no prédio.

Papa Francisco condenou ataque

O presidente François Hollande e o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, chegaram ao local pouco depois do atentado. “A ameaça continua elevada. O grupo EI declarou guerra à França”, alertou o presidente francês. Hollande declarou seu apoio à comunidade católica.

O papa Francisco também reagiu ao ataque. Ele se declarou chocado com esse assassinato bárbaro, num local sagrado dedicado ao amor de Deus. Em abril do ano passado, a polícia francesa desmantelou um projeto de atentado a uma igreja na região parisiense. Um suspeito foi preso e revelou ter recebido as instruções para o ataque de jihadistas na Síria.

Agressores fichados na polícia

Pelo menos um dos dois suspeitos, que atacou a igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray e decapitou o padre da paróquia, seria conhecido dos serviços antiterroristas franceses. Segundo os primeiros dados da investigação, um dos agressores era fichado como jihadista radical. Ele tentou ir à Síria em 2015. Ao voltar para França, foi detido provisoriamente e indiciado por ligação com um grupo terrorista. O suspeito foi libertado, mas usava uma tornozeleira eletrônica. A informação deve ainda ser confirmada depois que a identificação formal dos agressores, que está em curso, for feita.

A França está em estado de emergência desde novembro de 2015, após a série de ataques em Paris e em Nice, que deixaram centenas de mortos. Hoje a polícia agiu rápido, mas o fato de pelo menos um dos agressores ser fichado como terrorista deve criar uma nova polêmica no país. Depois do atentado de Nice, que deixou 84 mortos, o governo é criticado pelo fraco esquema de segurança montado na cidade mediterrânea durante a festa do 14 de julho.

O ataque contra a igreja francesa acontece após vários atentados com armas brancas na Alemanha que foram também reivindicados pelo grupo Estado Islâmico.
 

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