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Terrorismo

François Hollande: "Matar um padre é profanar a república”

O presidente francês, François Hollande, durante coletiva de imprensa no Palácio do Eliseu na noite desta terça-feira (26).
O presidente francês, François Hollande, durante coletiva de imprensa no Palácio do Eliseu na noite desta terça-feira (26). Elysée

O presidente francês, François Hollande, realizou uma coletiva de imprensa na noite desta terça-feira (26), na qual se pronunciou sobre o atentado realizado na igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray, no norte da França."Matar um padre é profanar a república”, declarou o chefe de Estado sobre a decapitação de Jacques Hamel, de 86 anos, que celebrava uma missa no momento do ataque.

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Segundo Hollande, os terroristas querem "semear o horror" e dividir a população. Segundo ele, todos os franceses, independentemente da religião, foram atingidos pelo ataque desta terça-feira.

Falando do Palácio do Eliseu, o presidente garantiu que "a França ganhará a guerra contra o terrorismo". Hollande enfatizou que está "determinado" a acabar com as violências e que, para isso, "mobiliza todos os meios humanos e materiais". "O governo aplica e aplicará com extremo rigor as leis que foram votadas” cuja capacidade para agir, segundo Hollande, é aumentada pela prolongação do estado de emergência, definida na semana passada.

Entretanto, o presidente francês rejeitou os apelos da oposição de direita e de extrema-direita para endurecer ainda mais a legislação antiterrorista. "Restringir nossas liberdades não trará eficácia à luta contra o terrorismo", declarou.

O chefe de Estado também deixou claro que o combate ao terrorismo será longo. "Essa ameaça nunca foi tão grande tanto na França como na Europa".

Hollande cancelou, mais uma vez, uma viagem que faria à República Tcheca, prevista para quarta-feira (27), para discutir os rumos da saída do Reino Unido da União Europeia. O compromisso, que inicialmente deveria acontecer no último dia 20, foi adiado devido ao atentado de Nice.

Vítima segue hospitalizada em estado grave

No ataque, realizado nesta manhã por dois homens armados com facas, cinco pessoas foram feitas de refém, entre elas, o padre Jacques Hamel, que foi decapitado no altar da igreja. Um dos reféns segue hospitalizado em estado grave em um hospital da Normandia.

O ataque foi reivindicado nesta tarde pelo grupo Estado Islâmico. A agência Amaq, ligada à organização jihadista, publicou um comunicado na internet dizendo que os agressores “obedeceram ao chamado para atacar países da coalizão”. Um refém segue hospitalizado em estado grave.

Um dos agressores foi formalmente identificado, anunciou o governo francês. Pelo menos um dos dois homens que perpetraram o ataque seria conhecido dos serviços antiterroristas franceses. Segundo os primeiros dados da investigação, um dos agressores era fichado como jihadista radical. Ele tentou ir à Síria em 2015. Ao voltar para França, foi detido provisoriamente e indiciado por ligação com um grupo terrorista. O suspeito foi libertado, mas usava uma tornozeleira eletrônica.

Durante a tarde, a polícia realizou batidas em dois locais diferentes, uma delas em uma residência a 300 metros da igreja. De acordo com uma fonte próxima da investigação, trata-se da casa de um dos agressores. Ao menos uma pessoa foi detida.

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