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Ranking de Xangai

França tem apenas três universidades entre as 100 melhores do mundo

Uma cerimônia de entrega de diplomas na Universidade Pierre e Marie Curie, em Paris.
Uma cerimônia de entrega de diplomas na Universidade Pierre e Marie Curie, em Paris. © AFP/MIGUEL MEDINA

O jornal Le Monde desta segunda-feira (15) destaca a divulgação do ranking de Xangai 2016. Apenas três universidades francesas estão entre as 100 melhores do mundo. A melhor universidade ibero-americana é a USP (Universidade de São Paulo), classificada em 142° lugar. As instituições americanas lideram a lista. 

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As universidades americanas continuam sendo consideradas as melhores do mundo no estudo feito pelo escritório independente Shanghai Ranking Consultancy. Entre as 20 melhores da lista, 15 instituições de ensino ficam nos Estados Unidos.

A universidade de Harvard lidera a classificação, pelo 14° ano consecutivo, seguida pelas californianas Stanford e Berkeley. A universidade de Cambridge, no Reino Unido, é a quarta colocada e primeira representante da Europa, mas sua rival Oxford subiu 13 posições, alcançando o sétimo lugar no ranking de Xangai.

Apenas três instituições francesas estão entre as 100 melhores este ano. São as universidades Pierre e Marie Curie (39°), Paris Sul (46°) e a Escola Normal Superior (87°), de Paris. Pela primeira vez duas universidades chinesas entram no top 100: Tsinghua (58°) e Pequim (71°).

Abaixo da USP (142°), no bloco que vai da posição 151 a 200, aparecem as universidades Autônoma do México, de Barcelona, Buenos Aires e Lisboa. Para encontrar outra universidade brasileira, só descendo abaixo da 300ª colocação, quando surgem as federais de Minas Gerais (UFMG) e do Rio de Janeiro (UFRJ). A Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) e a Universidade de Campinas (Unicamp) ficam na parte inferior, entre o 400° e o 500° lugares. 

Organização do ensino superior na França interfere na classificação

Le Monde buscou a reação do secretário de Estado do Ensino Superior, Thierry Mandon, sobre o desempenho relativamente medíocre dos franceses no levantamento chinês. Ele alegou que o ranking de Xangai não leva em consideração especificidades do ensino universitário francês. O secretário lembra que no levantamento da Reuters sobre os melhores institutos de pesquisa em inovação, também reconhecido internacionalmente, o Comissariado Francês de Energia Atômica (CEA) aparece em 1° lugar, o CNRS em 5°, o Inserm em 10° e o Instituto Pasteur em 17°.

O ranking de Xangai é elaborado com base em seis parâmetros que incluem, entre outros, quantidade de prêmios Nobel entre ex-alunos, número de trabalhos de pesquisa em publicação de primeiro nível e quantidade de vezes que os pesquisadores de cada universidade são citados em trabalhos de suas disciplinas.

Muitos especialistas europeus notam que o ranking é muito orientado às ciências exatas e biológicas, dando menor importância relativa às ciências sociais, o que penaliza muitas universidades da Europa e da América Latina.

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