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França/terrorismo

Mulheres suspeitas de organizar ataque à Notre Dame depõem à Justiça

Policiais patrulham em frente à catedral Notre Dame de Paris.
Policiais patrulham em frente à catedral Notre Dame de Paris. REUTERS/Charles Platiau/File Photo

As três mulheres jihadistas suspeitas de organizarem um atentado com um carro-bomba perto da catedral Notre Dame, em Paris, se apresentaram à Justiça nesta sergunda-feira (12). O projeto de atentado foi desmantelado pela polícia na semana passada. O Ministério Público informou que elas serão indiciadas rapidamente.

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Inès Madani, 19 anos, Sarah H, 23 anos, e Amel S., 39 anos, foram detidas na quinta-feira à noite na região parisiense, depois da descoberta de que o grupo radical estaria planejando ataques em Paris. Mohamed Lamine, companheiro de Sarah, também se apresentou à Justiça. Para o procurador da República de Paris, François Molin, está mais do que claro que as mulheres planejavam outro ataque depois do fracasso do atentado perto da Notre Dame.

As duas mais jovens já eram vigiadas pela polícia, por conta da radicalização islâmica e das tentativas de viagem à Síria, e declararam que tinham um projeto de atentado nas estações de trem de Paris e Essone, onde viviam. Elas também estavam tentando fabricar cinturões de explosivos e planejavam jogar carros-bombas contra prédios públicos. Policiais seriam alvos preferenciais.

Um outro adolescente de 15 anos, detido no sábado, suspeito de planejar um ataque, também deverá se apresentar à Justiça nesta segunda. Em prisão domiciliar por radicalização, ele foi preso na casa de sua mãe.

Telegram, o aplicativo dos jihadistas

Os dois casos, segundo a Justiça, têm um ponto em comum: o envolvimento de um jihadista francês, Rachid Kassim, que vive na zona sírio-iraquiana e estaria teleguiando os jovens através do aplicativo de troca de mensagens criptografadas, Telegram.

O aplicativo é considerado hoje como uma dos meios de comunicação preferidos dos jihadistas. Segundo os investigadores, o extremista francês esteve por trás do ataque em Magnanville, em Yvelines, na região parisiense, onde Larossi Abballa matou um policial e sua companheira no dia 13 de junho. Ele também teria “teleguiado” Adel Kermiche e Abdel Malik Petitjean, os dois terroristas que assassinaram um padre na igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray, em 26 de julho.

 

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